Presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.
TSE/Reprodução
Presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, determinou nesta quinta-feira (19) a criação de uma Comissão de Segurança Cibernética para acompanhar a investigação da Polícia Federal sobre ataques hackers sofridos pela Corte no último domingo (15) , quando foram realizadas eleições municipais. Também estão sendo investigadas outras ações coordenadas por parte de grupos criminosos para tentar deslegitimar o processo eleitoral.

A suspeita é de que as pessoas que atuaram contra o TSE sejam as mesmas investigadas em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF): um que apura fake news e ataques contra ministros do Supremo e outro que investiga atos antidemocráticos organizados nesta ano.

O ministro Alexandre de Moraes, relator de ambos os inquéritos, vai presidir a comissão do TSE. O grupo também vai elaborar estudos sobre ações de prevenção e enfrentamento de ilícitos decorrentes da ação de hackers .

Além de Moraes , integram a comissão o corregedor-geral do TSE, ministro Luis Felipe Salomão; o delegado federal Disney Rosseti, assessor Especial de Segurança Institucional do TSE; dois juízes auxiliares do TSE e um representante da Secretaria da Tecnologia da Informação (STI) do TSE.

A comissão leva em conta que, no dia do primeiro turno, ocorreram “incidentes em sistemas on-line do Tribunal Superior Eleitoral potencialmente decorrentes de ataques cibernéticos praticados de modo criminoso e mediante ação coordenada de grupo com a finalidade de prejudicar o processo eleitoral”.

Segundo o TSE, as investidas cibernéticas contra o TSE registradas no domingo não têm relação com o atraso de duas horas e meia na divulgação dos resultados da votação , mas podem ter ocasionado instabilidades no aplicativo e-Título e no sistema de processo judicial eletrônico.

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