Pastor morto
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Integrante da equipe de segurança da deputada teria ameaçado advogado de morte

O advogado Ângelo Máximo, que representa a família do pastor Anderson do Carmo, marido da  deputada Flordelis  que foi assassinado em junho de 2019, registrou ocorrência por ameaça na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Ele contou ter sido intimidado durante uma audiência na última sexta-feira (13) , quando um homem teria feito gesto de arma com a mão enquanto lhe encarava e fazia um sinal afirmativo com a cabeça.

Ao relatar o que viu para o promotor, este lhe teria orientado a compartilhar a informação com a juíza presente. Dali em diante, o advogado afirma não ter sido mais alvo de ameaças . No entanto, admite que ficou preocupado e decidiu procurar a polícia.

Máximo explicou nesta terça-feira que ouviu de um amigo que o autor da referida ameaça, sentado a sua esquerda do plenário, seria um segurança da deputada Flordelis , acusada de ser a mandante do assassinato do pastor Anderson. Ainda não se sabe, contudo, a identidade do homem oficialmente.

"Eu passei a me preocupar com essa atitude no final da audiência quando meu amigo me confidenciou que foi feito por seguranças dela. Por isso procurei a DH e fiz a ocorrência. A investigação está requisitando as imagens do fórum junto ao Tribunal de Justiça para identificar a pessoa. Eu protocolei os dois ofícios. As imagens serão entregues na DH".

O advogado de Flordelis , Anderson Rollemberg, se pronunciou sobre o caso por meio de nota: "Cada pessoa deve responder por seus atos. Portanto se alguém o ameaçou na audiência, caberá o advogado denunciante primeiramente provar que foi ameaçado, e depois provar que foi por mando da deputada. Tudo um verdadeiro circo desse advogado".

Ângelo Máximo afirmou ter recebido seis ameaças até o domingo 26 de janeiro, quando ocorreu a que ele considera como a mais séria. Segundo ele, um motociclista parou a seu lado e lhe teria avisado para "tomar cuidado" por estar lidando com "gente grande". Máximo contou que logo no dia seguinte registrou ocorrência na 74ª DP (Alcântara). Quanto às ameaças anteriores, ele relatou terem sido feitas por pessoas diferentes que o paravam na rua e diziam algo semelhante.

"Ao longo do ano não tive mais essa situação", acrescentou.

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