Prefeito do Rio, Marcelo Crivella
Agência Brasil
Marcelo Crivella (Republicanos) é acusado em esquema propina na prefeitura do Rio de Janeiro (RJ)

Documentos apreendidos pela polícia em  operação de busca e apreensão realizada em setembro na casa e no gabinete do prefeito Marcello Crivella (Republicanos - RJ) mostram que houve loteamento de cargos em sua gestão, inclusive beneficiado vereadores dos partidos de seus atuais rivais, Eduardo Paes (DEM) e Martha Rocha (PDT). As informações são da Folha de S. Paulo.

A lista inclui também o vereador Major Elitusalem (PSC), um maiores aliados de Carlos Bolsonaro (Republicanos ) na Câmara Municipal. Ambos apoiam a reeleição de Crivella.. 

Alguns vereadores encontrados nos documentos reconhecem parte das indicações e afirmam se tratar de nomes técnigos para os cargos que ocupam. Outros, no entanto, negam que tenham sido nomeados.

Os documentos manuscritos estavam escaneados e gravados num pen drive dentro do gabinete do prefeito na sede administrativa do município, no centro do Rio de Janeiro. As datas inscritas em alguns dos papés indicam que as anotações foram feitas em junho deste ano .

A Coordenadoria de Investigações de Agentes com Foro da Polícia Civil interpretou os documentos como orientações de cargos a serem loteados e retirados da estrutura da prefeitura.

A apreensão faz parte da investigação de um esquema de pagamento de propina na prefeitura comandada pelo empresário Rafael Alves , amigo de Crivella. Segundo o MP, trocas de mensagens indicam que o prefeito tinha ciência das ilegalidades supostamente cometidas no município. O caso ainda está sob investigação.

Em nota, a assessoria do prefeito afirmou que "não tem como saber se são verdadeiros os documentos citados na demanda".

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