Urna eletrônica
Agência Brasil
Desde 2016 a Justiça Eleitoral só permite doações de pessoas físicas a candidatos

Doações com indícios de irregularidades a campanhas de candidatos nas eleições municipais de 2020 já somam mais de R$ 35 milhões. Os dados são de um levantamento do Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral, que engloba o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ministério Público Eleitoral (MPE), Defensoria Pública Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério da Cidadania.

De acordo com esses dados, as irregularidades mais comuns são doações realizadas por pessoas sem emprego formal registrado. Nesses casos, os valores somam mais de R$ 21 milhões e envolvem 5.362 doadores. Em seguida aparecem 1.145 doadores com renda incompatível com o valor doado. Juntos eles doaram quase R$ 10 milhões.

Outra irregularidade apontada é que 1.146 fornecedores sem registro ativo na Junta Comercial ou na Receita Federal receberam R$ 1,9 milhão por serviços prestados durante a campanha deste ano.

Outros 827 fornecedores com sócios ou representantes e seus familiares que receberam Bolsa Família. Já os doadores que receberam Bolsa Família somam 863 e doaram juntos quase R$ 370 mil.

Enquanto isso, 416 fornecedores têm relação de parentesco com candidato ou seu vice e oito doadores constam no Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi), o que significa que eles estariam mortos. Eles doaram uma quantia total de R$ 8.690.

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