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Divulgação
Candidato bolsonarista saca arma em roubo durante campanha em Manaus


O deputado federal bolsonnarista e candidato à pefeitura de Manaus, Capitão Alberto Neto (Republicanos), foi notícia na manhã da último quarta-feira (7) por deter um suposto roubo em um ônibus ao sacar a sua arma enquato realizava comício eleitoral na rua . Porém, eleitores e opositores suspeitaram da ação, que pareceu coordenada, por haver fotográfos e cinegrafistas posicionados para captar o suspoto ato heróico do candidato, que agora é acusado de forjar a ação para se promover.


Logo após impedir o suposto assalto, Capitão Alberto Neto divulgou amplamente as fotos do evento em suas redes sociais. Um de seus oponentes na disputa pela prefeitura de Manaus, o delegado da Polícia Civil Costa e Silva, candidato a vice-prefeito pelo Patriota, publicou um vídeo em suas redes socias desmentido a história criada por Alberto Neto. No vídeo, ele aparece ao lado do suposto assaltante, um homem chamado Adão, que afirmou ser pedreiro e estar a caminho do trabalho quando foi abordado. 

O Adão disse não ter ligação com o delito e quer limpar a sua imagem após ter repercutir negativamente nas redes sociais. "Entrou um rapaz no ônibus e disse que eu tinha pegado o celular dele, sendo que não tinha acontecido isso comigo. Nós fomos para a delegacia e chegando lá, revistaram a minha bolsa de ferramentas. Eu sou pedreiro e estava a caminho do serviço. O que encontraram foi meu material e meu celular", disse no vídeo.

Outro oponente,  José Ricardo Wendling (PT), levantou a suspeita em uma postagem questionando a coincidência do roubo ter sido flagrado pelas câmeras da equipe de Alberto Neto. O candidato do PT ainda ligou o caso à  facado no presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante um comício na campanha presidencial de 2018.

Eleitores se dividem entre os que parabenizam a atitude destemida do candidato e aqueles que chamam a ação de farsa . O suposto roubou gerou um Boletim de Ocorrência (BO) registrado no 14° Distrito Integrado de Polícia (DIP), no qual a vítima diz ter percebido o sumiço do seu aparelho celular e decidiu com o auxílio de um pasageiro do ônibus ligar para o telefone, que teria tocado próxima de três passageiros. Dois deles conseguiram fugir e o terceiro homem próximo do local foi detido pelo candidato. O suspeito foi liberado por não estar em posse de outro celular que não o seu.

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