paulo preto
José Cruz/Arquivo/Agência Brasil
Lava-Jato de SP denuncia Paulo Preto, ex-mulher e duas filhas por lavagem

A força-tarefa da Lava-Jato de São Paulo apresentou denúncia por lavagem de dinheiro contra o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, sua ex-mulher e duas filhas.

Os procuradores apontam que a família usava um hotel em Ubatuba, no litoral de São Paulo, para ocultar a propina obtida por Souza quando então diretor da Dersa.

Embora o grupo de sete procuradores da Lava-Jato paulista tenha pediu demissão coletiva nesta quarta-feira, a força-tarefa seguirá trabalhando até o dia 30 de setembro numa fase de transição. Eles alegaram incompatibilidades com a procuradora natural, Viviane Oliveira Martinez, com quem dividem os processo da operação em São Paulo.

De acordo com o Ministério Público Federal, Souza usou diversos artifícios para ocultar a origem ilícita de R$ 7 milhões e teria envolvido no esquema supostamente criminoso a ex-mulher, Ruth Arana de Souza, e também, em parte dos atos, as duas filhas, Priscila Arana de Souza e Tatiana Arana Souza Cremoni.

Os procuradores sustentam que o arranjo contou ainda com a participação dos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, além de Afrânio de Paula Barbosa, gerente do hotel de propriedade da família Souza em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

A lava-Jato afirma que Vieira desviou mais de R$ 7 milhões do pagamento de indenizações a moradores impactados por obras da estatal, como as do Rodoanel Sul. Além disso, também é acusado de coordenar um cartel de construtoras em obras da Dersa e de de receber propina de diversas empresas, em montantes que somam quase R$ 20 milhões.

Ele é apontado pelos procuradores como operador de propinas do PSDB, mas sempre negou as acusações.

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