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Marcos Bezerra/Futura Press
Pastor Everaldo durante as eleições presidenciais de 2014


O Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC (Partido Social Cristão), foi preso na manhã desta sexta-feira (28)  acusado de fazer parte do esquema de desvio de recursos públicos destinados ao combate da pandemia do novo coronavírus (Sars-cov-2) no Estado do Rio de Janeiro. Mesmo nos batisdores , Everaldo tem uma história de protagoniso na arituclação política .


Everaldo Dias Pereira nasceu em 22 de fevereiro de 1956 no Rio de Janeiro. Hoje é pastor e um dos líderes da Assembleia de Deus , mas já foi camelô e servente de pedreiro antes de passar em um concurso público no Instituto de Resseguros do Brasil, formar-se em Ciências Atuariais pela Faculdade de Economia e Finanças do Rio de Janeiro (FEFRJ) e abrir sua própria corretora.

Nos anos 1990, foi cabo eleitoral de vários políticos evangélicos, entre eles Anthony Garotinho . Eleito governador, Garotinho concedeu a Pereira, em 1998, cargo de subchefe da Casa Civil. Filiado ao PSC desde 2003, ganhou notoriedade no partido até se tornar presidente nacional da legenda em 2015 - cargo que exerceu até antes da prisão.

Em 2014, Everaldo foi candidato à Presidência da República e ficou em quinto lugar no pleito, com cerca de 780 mil votos. A disputa fez com que Everaldo passasse a ser investigado pela operação Lava Jato sob acusação de ter recebido R$ 6 milhões da Odebrechet para ajudar Aécio Neves (PSDB) nos debates presidenciais de 2014, com o intuito de prejudicar a candidata Dilma Roussef e viabilizar o tucano.

Mesmo sem ter exercido cargo público por meio do voto, Everaldo se torno um importante ator político, especialmente, no Estado do Rio de Janeiro após apadrinhar o governador Wilson Witzel (PSC), que é acusado pela PGR (Procuradoria Geral da República) de ser o chefe dos esquemas de desvio dos recursos da saúde. O pastor é um dos grandes articuladores do governo na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Apesar do elo com o governador afastado Wilson Witzel, Everaldo foi responsável por batizar o inimigo político do seu afilhado, Jair Bolsonaro (sem partido), no rio Jordão, em Israel. Além dos líderes do executivo, o pastor cultivou durante muito tempo relações com ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. 

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