homem de terno e gravata
Beto Barata/Agência Senado
Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)

O Ministério Público Federal (MPF) marcou para o dia 21 de setembro a  acareação entre o empresário Paulo Marinho e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), prevista para acontecer no procedimento que investiga o possível vazamento de informações sigilosas sobre a Operação Furna da Onça, deflagrada em 2018. As informações são do Jornal Nacional, da TV Globo.

Apesar da intenção da procuradoria em reunir Marinho e Flávio para posteriormente confrontar a versão de ambos sobre o episódio, o parlamentar não tem a obrigação de colaborar voluntariamente em um ato processual como esse. Ele não é investigado, uma vez que o procedimento apura, até agora, eventual crime de um ou mais servidores públicos que podem ter vazado informações sobre a operação da Polícia Federal (PF).

Em nota, a defesa de Flávio informou que ele ainda não foi intimado para a acareação e reforçou " a prerrogativa legal dos parlamentares federais de ajustar dia e hora da sua conveniência com as autoridades para a realização de depoimentos". O senador já foi ouvido pelos investigadores há um mês e negou ter recebido informações vazadas sobre a operação. Procurado, Paulo Marinho também informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre a data.

Em maio, Marinho concedeu entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" na qual afirmou ter ouvido de Flávio, em dezembro de 2018, um relato de que a operação foi comunicada com antecedência a membros da equipe do parlamentar por um delegado da PF. Os documentos que embasaram a Furna da Onça foram responsáveis por revelar as movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz também depôs sobre o caso, em junho, e disse desconhecer o vazamento.

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