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Sérgio Camargo já disse que existe "racismo nutella" no Brasil


O STJ (Superiro Tribunal de Justiça) inícia nesta quarta-feira (5) o julgamento de um recurso da  DPU (Defensoria Pública da União) sobre a decisão que permitiu que Sérgio Camargo voltasse ao cargo de presidente da Fundação Palamares . A análise do recurso começa às 14h.


Camargo é alvo constante de recursos e reclamações por seu posicionamento contra a militância negra organizada e por falas racistas de reprodução de um discurso contra as ideias de valorização da negritude defendida pelas instituições do movimento negro, que são reiteradamente chamadas de " esquerdistas " por Camargo.

Entidades do movimento negro avaliam que é nociva a presença de Camargo à frente da fundação cultural que tem como objetivo a preservação da memória ético racial da população negra e afrodescendente brasileira. Camargo foi nomeado em novembro de 2019, chegou a ser afastado do cargo depois da sua nomeação ter sido suspensa pela Justiça Federal do Ceará,  mas liberada pelo STJ dois meses depois.

Camargo já chamou o movimento negro de "escória maldita" que abriga "vagabundos" , praticou intolerância religiosa ao agredir verbalmente uma mãe de santo, conforme divulgado em aúdios vazados pelo jornal O Estado de S.Paulo de declarações do presidente da fundação em uma reunião no dia 30 de maio. 

A DPU listou várias decisões de Camargo à frente da Fundação Palmares que são incongruentes ou nocivas, como a publicação de textos que atacam a figura de Zumbi dos Palmares e a criação de um selo "Não é racista". 

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