PGR
José Cruz-Agência Brasil
Pedido de acesso à informações da Lava Jato motivou crise entre a PGR e a Força-Tarefa.

Depois da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, técnicos da Procuradoria-Geral da República (PGR) foram para Curitiba para colher dados da Operação Lava Jato . Eles chegaram à capital paranaense nesta terça-feira (21).

Na determinação, Toffoli atendeu um pedido da PGR, que afirmou ter enfrentado “resistência” dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. O trabalho dos técnicos seja concluído até a próxima terça-feira (28). Eles irão colher informações que estão em celulares, computadores e aparelhos apreendidos durante a operação.

A expectativa é de que os técnicos da PGR tenham acesso a mil terabytes de dados: 500 na Polícia Federal (PF) e 500 no Ministério Público Federal (MPF). Ao todo, serão compartilhadas informações de aproximadamente 50 milhões de movimentações financeiras e 1784 relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Ao solicitar acesso aos documentos, a PGR alegou que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estavam em denúncias oferecidas À Justiça pela força-tarefa, mesmo com os dois tendo foro privilegiado na condição de deputado e senador. Eles só podem ser investigados com aval do STF.

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