Andrea Matarazzo (PSD-SP) é pre-candidato à Prefeitura de São Paulo
Reprodução/Facebook
Andrea Matarazzo (PSD-SP) é pre-candidato à Prefeitura de São Paulo

O empresário Andrea Matarazzo (PSD) está entre os pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais deste ano e disse que, caso seja eleito, uma das prioridades do mandato será a retomada da zeladoria da capital paulista. “Prefeitura não é trampolim. Muito menos não é  consequência política. É consagração ser prefeito de uma cidade com as características que São Paulo tem”. A afirmação foi feita durante uma live que o portal iG tem realizado com os elegíveis. A próxima entrevista vai acontecer na segunda-feira (22), com Sâmia Bomfim (PSOL) .

Entre as prioridades da possível gestão de Matarazzo está a recuperação da infraestrutura da cidade, investimento em educação e desburocratização dos serviços. “Tem muita coisa urgente pra fazer, mas acho que o início é retomar zeladoria, que tem tudo a ver com a segurança, ou "insegurança" da cidade”. O ex-vereador também explica que na sua gestão, pretende “bota a Polícia Militar contratada pela prefeitura nas ruas da cidade”.  

Ele explicou que pensa em um modelo de gestão participativa , mas com a compreensão de que a iniciativa privada pode andar lado a lado com a gestão pública. “A cidade não é uma empresa familiar. Ser prefeito de São Paulo é fazer uma parceria com a sociedade civil organizada, porque quem sabe das necessidades de um lugar é quem mora no lugar. Cada distrito de São Paulo tem suas especificidades e na micro-obra local é importante”. 

Questionado sobre medidas que podem ser tomadas diante das constantes enchentes em São Paulo, Matarazzo explicou que o mapeamento foi realizado, ainda na gestão de Fernando Haddad (PT-SP), mas que é preciso tratar a questão de forma ampla, incluindo mapeamento arbóreo. “Primeiro precisamos fazer um plano diretor arbóreo da cidade, com a inclusão de chips para mapear e fazer uma projeção da vida útil das árvores. Assim a gente consegue retirar a árvore antes dela cair”, explica. 

A Cracolândia está entre as pautas mais discutidas pelos pré-candidatos entrevistados ao longo das lives que o portal iG tem realizado. Na visão de Andrea Matarazzo, é preciso olhar para essa questão com uma combinação de fatores que incluem segurança pública e desenvolvimento socia. 

“Precisamos separar moradores, traficantes e usuários. Mostrei a Cracolândia dia para o [José] Serra antes dele ser eleito. Nós vimos que lá tinha toda uma infraestrutura do tráfico organizado. Ferro velho, hoteis usados como consumo de droga e bares que eram locais repasse. O que não tinha licença de funcionamento seguia a lei, interditamos com a faixa de papel e reabriram. Na segunda vez, eu mandei emparedar e fui chamado de truculento” e complementou: “Hoje acho que a gente fazer um trabalho melhor e maior e libertar um bairro que ainda é refém do tráfico”.

A reocupação do centro por meio de investimentos privados, aliada às operações conjuntas citadas por Matarazzo , consta nos planos do pré-candidato. “Deixando como está, a situação vai continuar rodeada por traficantes. Mas se eu for prefeito, vai mudar. Preservando Santa Ifigênia como âncora e os outros quarteirões serem entregues a iniciativa privada.  Aquela área é lindíssima para ser desvalorizada assim”, finaliza.

Você viu?

Assista a entrevista completa:




Mortalidade e pandemia em São Paulo

Para o pré-candidato pelo PSD, há contradições na lógica utilizada pela prefeitura de São Paulo para organizar a cidade durante a pandemia do novo coronavírus. Andrea Matarazzo também disse que “insistir em um isolamento que não ia acontecer” arrebentou boa parte das pequenas empresas. Ao mesmo tempo, reforçou a importância de entrar em contato com os canais de comunicação das periferias para falar sobre medidas de contenção do vírus.

“Eu não entendi qual foi a lógica do município de deixar 20% da frota. Eu não entendo a lógica municipal. Quer dizer, até entendo, mas às vezes a gente não pode falar”. Dessa forma, “seria muito importante um sistema de comunicação com as comunidades explicando insistentemente quais medidas teriam que tomar para evitar contágio. Usando canais de internet da comunidade, dos jovens principalmente. Rádio, jornais de bairro”.

O isolamento social poderia ter sido mais qualificado na visão do empresário para evitar o fechamento de empresas menores. “Ficou se insistindo em um isolamento que não ia acontecer nunca porque nossa realidade impede e ao mesmo tempo ficamos com 70 dias da atividade econômica fechada. Não ficamos com o isolamento de fato e arrebentamos boa parte das pequenas empresas”, concluiu.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários