mulher segurando cartaz
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Sara Winter fundou o movimento Femen no Brasil.

Presa nesta segunda-feira  (15) por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a ativista bolsonarista Sara Winter já pertenceu à organização feminista Femen, da Ucrânia. Ela chegou a criar uma célula do grupo no país, após passar por treinamento em Kiev para representar a organização no Brasil .

Depois, no entanto, Sara mudou suas posições. Entre abril e outubro do ano passado, atuou como coordenadora-geral de Atenção Integral à Gestante e à Maternidade do Ministério da Família, Mulheres, e Direitos Humanos, por indicação da ministra Damares Alves, com quem compartilha bandeiras contra o feminismo e o aborto.

A ativista disputou uma vaga de deputada federal no Rio pelo DEM, teve 17.246 votos e não foi eleita. Ela foi expulsa do partido no início deste mês . Desde que não conseguiu ser eleita, ela aposta na radicalização em seus canais pelas redes sociais, onde diz andar escoltada por seguranças armados e defende que membros do STF "sejam removidos pela lei ou pelas mãos do povo". Ela também costuma publicar fotos segurando armas e diz que "atira muito bem".

Sara Fernanda Giromini, como se chama na realidade, foi presa na manhã desta segunda-feira pela Polícia Federal (PF) em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A prisão é temporária, com duração de cinco dias. A prisão ocorreu no âmbito de um inquérito aberto em abril para investigar a organização de atos contra a democracia.

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Sara é uma das líderes do movimento bolsonarista "300 do Brasil", que mantinham um acampamento na Esplanada dos Ministérios, desmontado no sábado pela Polícia Militar. No mesmo dia, eles chegaram a tentar invadir o Congresso Nacional, mas sem sucesso. À noite, o grupo fez um ato disparando fogos de artifício em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Ela também é investigada no inquérito das fake news , sob suspeita de ameaça aos ministros do STF, e foi alvo de busca e apreensão. A PGR encaminhou o material da investigação sobre ela à Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) há duas semanas, depois que Sara publicou vídeo com ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, que também é relator desse inquéritos e autorizou a busca e apreensão.

Liderado pela ativista, o “300 do Brasil” divulgou manifestos sugerindo o uso de táticas de guerrilha para “exterminar a esquerda” e “tomar o poder para o povo”. O nome é uma referência aos 300 de Esparta, história em quadrinho que virou filme baseado na batalha de Termópilas, em 480 A.C., em que 300 espartanos lutaram até a morte contra o exército persa. Criado em abril, quando a ativista começou a recrutar voluntários num grupo do aplicativo Telegram, o grupo soma 3,2 mil participantes.

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