empresário e presidente estadual do PSDB no Rio de Janeiro Paulo Marinho
Roque de Sá/Agência Senado
O empresário e presidente estadual do PSDB no Rio de Janeiro, Paulo Marinho

Ex-aliando do presidente Jair Bolsonaro (sem partido),  Paulo Marinho (PSDB-RJ) afirmou, nesta terça-feira (26) para jornalistas após ter prestado depoimento na Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro, que "esse cápitulo se encerra hoje, eu não tenho nada mais pra acrescentar".

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Paulo Marinho  alega que o flho do presidente e senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) recebeu informações vazadas da PF sobre a operação Furna da Onça, que investigou em 2018 desvio de recursos públicos da Assembleia Legislativa do Rio. A investigação teve como alvo membros do gabinete de Flávio.

Paulo Marinho já havia prestado depoimento à PF, mas nesse novo testemunho contou que "os interesses pelos detalhes foram maiores". Ele alega que além do seu depoimento, também levou materiais "de outras naturezas", que serviriam como provas.

O ex-aliado também explicou que terá que entregar seu celular para perícia da PF, o que ficou marcado para esta quinta-feira (28).

Marinho conta que tem sido ameaçado, mas não se sente intimidado."Tenho sofrido ameaças violentas, mas não me sinto intimidado, porque quando eu entrei nessa história eu sabia".

Pretensões eleitorais

"Eu não tenho inimigos, não trabalho no gabinete do ódio e não vou continuar batendo lata nesse assunto", afirmou Marinho que é empresário e presidente estadual do PSDB no Rio de Janeiro.

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O ex-aliado deseja disputar a Prefeitura do Rio e foi acusado por Flávio de realizar suas alegações nas vesperas das eleições municipais, quando soube do caso em 2018.

"Minha missão como cidadão tá cumprida. E eu espero cuidar dos meus assuntos e do meu projeto político eleitoral do Rio de Janeiro e ganhar a eleição pro Rio", afirmou Paulo Marinho após terminar seu depoimento.

Ele afirmou que divulgou o caso neste momento, e não em 2018, devido ao depoimento do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que alega que Bolsonaro teria tentado interferir na PF. Marinho defende que seu relato estava envolvido ao de Moro e por isso veio a público.

"O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena. Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Doria e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição. É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado", afirmou Flávio Bolsonaro em 17 de maio.

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"Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás? Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos", disse Flávio sobre Paulo Marinho .

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