Bolsonaro
Reprodução/Facebook
Em live desta quinta-feira, presidente voltou a ressaltar importância da reabertura do país

No dia em que o Brasil voltou a bater recorde no número de mortes causadas pelo Covid-19, com mais de 1,1 mil , e se aproximou dos valores de casos confirmados registrados pela Rússia, o  presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante sua live semanal, que o "pavor" em torno do coronavírus mata mais do que o próprio vírus.

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"Morre muito mais gente de pavor, muitas vezes, do que de um ato em si. O pavor também mata, leva ao estresse, leva ao cansaço, a pessoa não dorme direito, fica sempre preocupada, 'eu vou morrer se esse vírus me pegar'", disse Bolsonaro , durante transmissão ao vivo em suas redes sociais nesta quinta-feira (21).

O presidente também disse lamentar as mortes , mas que todos morrem um dia e é preciso ter coragem para enfrentar a pandemia: "a vida está aí. Nós vamos embora um dia. A gente lamenta mais uma vez a morte de todo mundo. A única certeza é que a gente vai embora um dia. E a gente tem que ter coragem de enfrentar. É como eu digo há 60 dias, é como uma chuva, você está aí fora, você vai se mulher. Ninguém contesta que por volta de 70% da população vai adquirir o vírus".

Críticas ao projeto que multa quem não estiver de máscara

Bolsonaro também criticou o trecho de um projeto aprovado na Câmara dos Deputados que cria uma multa para que não utilizar máscaras em ambientes públicos durante a pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro afirmou que a população precisa ser convencida, e não obrigada, a utilizar o acessório.

"A Câmara aprovou uma lei para obrigar o uso de máscaras. Vai para o Senado . Só que no meio do projeto está atribuindo aos prefeitos a possibilidade de multar. Aí eu acho que, com todo respeito, nós temos que convencer o povo a usar máscara", afirmou.

O projeto, que ainda precisa passar pelo Senado, foi aprovado na Câmara na última terça-feira (19). O texto determina que estados e municípios irão editar as normas para as multas. Ao falar sobre o tema, o presidente aproveitou para voltar a cobrar a retomada das atividades comerciais. De acordo com ele, não fazer isso seria o mesmo que dizer que as máscaras não funcionam.

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"Se nós dissemos a vocês que a máscara evita o contágio, vamos poder trabalhar, pô, de máscara. Se não puder trabalhar de máscara, é sinal de que a máscara não funciona. É uma coisa simples. Todos têm a ganhar com a volta responsável ao serviço. O que eu digo aos senhores governadores , respeitosamente, os senhores que decidem, eu apenas estou mandando bilhões aos senhores, o estado que tiver um plano de abertura radical, obrigando a máscara, sem multa, no convencimento, vai ser um governador reconhecido, porque a ansiedade por parte da população está enorme. Estamos tornando os pobres miseráveis", afirmou.

Volta do futebol

Durante a live, Bolsonaro afirmou ter conversado com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sobre uma possível autorização para o retorno do futebol na cidade. O presidente disse que, neste caso, o Ministério da Saúde poderia elaborar um parecer para autorizar a volta dos jogos oficiais, mas sem torcida.

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"Num primeiro momento, tinha muito jogador que era contra, agora é um outro entendimento por parte dos jogadores, obviamente sem torcida. Está nas mãos aí do  prefeito Marcelo Crivella isso. No que depender do Ministério da Saúde, o ministério também é favorável a dar um parecer nesse sentido, para que a gente possa assistir a um futebolzinho no sábado ou no domingo, até ajuda a deixar o povo em casa menos estressado. E os jogadores querem voltar a jogar", afirmou.

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