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Agência Brasil
Abel Gomes, relator da operação, afirmou que sete dias antes da operação, no dia 1º de novembro, a PF o informou que "havia fortes indícios de vazamento"

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro e a Polícia Federal (PF) já tinham indícios do vazamento de informações sobre a Operação Furna da Onça para deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) antes mesmo da operação ser executada, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (18) pelo UOL .

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A operação ocorreu em 8 de novembro de 2018 e 22 pessoas foram presas, dez dessas eram deputados estaduais. Três desses deputados foram presos preventivamente, enquanto os outros foram presos temporariamente. Para que o MPF conseguisse autorização para as prisões preventivas, o órgão alegou que havia indícios de vazamento de informações aos investigados.

O argumento foi feito ao Tribunal Regional da 2ª Região (TRF-2). O MPF afirmou que "houve indícios de que alguns investigados tiveram acesso a informações da operação antes de ela ser deflagrada, o que provocou perdas no cumprimento dos mandados de busca e apreensão que eram considerados úteis para o melhor andamento das investigações".

Os desembargadores do TRF-2 concordou com a posição e permitiu as prisões preventivas. O relator da ação Abel Gomes afirmou que havia indícios documentais de que os deputados "tinham conhecimento prévio das ações policiais, não só se 'preparando', mas atuando para o impedimento da arrecadação, alteração ou destruição de elementos de convicção". 

Abel Gomes também afirmou que sete dias antes da operação, no dia 1º de novembro, a PF o informou "de que havia conversas entre deputados de que essas ações [operações] seriam executadas na Alerj" e que "havia fortes indícios de vazamento".

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Essas informações se alinham com as divulgadas no último sábado (16) pelo empresário Paulo Marinho, presidente estadual do PSDB-RJ, de que houve o vazamentos de informações da PF para o então deputado estadual pelo Rio Flávio Bolsonaro.


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