Fábio Wajngarten, chefe da Secom
Marcos Corrêa/PR
Fábio Wajngarten, chefe da Secom

O chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom),  Fabio Wajngarten, pode ser investigado por suposta apologia de prática de crimes contra a humanidade e de graves violações aos direitos humanos e por suposta prática de improbidade administrativa. O motivo é  uma publicação, feita nesta terça-feira (5) no Twitter oficial da Secom , que afirma que o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura e outros que participaram da repressão contra a Guerrilha do Araguaia, em que 62 pessoas desapareceram, são "heróis do Brasil".

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A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão ligado à Procuradoria-Geral da República (PGR), pediu a abertura de pediu uma investigação contra o chefe da Secom por causa da publicação. O pedido foi enviado à Procuradoria da República no Distrito Federal, onde será analisado.

A PFDC pede que Wajngarten seja investigado e seja responsabilizado pessoalmente.  “A Secom do governo federal ao celebrar e defender a repressão realizada pelas Forças Armadas na Guerrilha do Araguaia faz apologia à prática de crimes contra a humanidade e de graves violações aos direitos humanos, na contramão do Estado Democrático de Direito e dos princípios fundamentais da Constituição brasileira”, defendeu o órgão. 

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A postagem da Secom foi realizada após o presidente Jair Bolsonaro ter se reunido, na segunda-feira (4), o coronel Curió, um dos chefes da repressão à Guerrilha do Araguaia, nos anos 70, durante a ditadura militar. O militar já afirmou, em entrevistas e em depoimentos à Justiça, que o Exército teria executado 41 dos guerrilheiros no Araguaia, quando 62 pessoas desapareceram no confrontamento. 



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