homem de terno e gravata
Agência Senado
José Sarney

Distante do debate público, mas sempre atuante nos bastidores da política, o ex-presidente José Sarney disse, por meio de nota, nesta segunda-feira (4), que não considera que haja hipótese de risco contra a democracia.

Sarney se manifestou após o presidente Jair Bolsonaro participar de ato em que manifestantes pediam a volta à ditadura neste domingo. Na ocasião, Bolsonaro disse que estava cansado de interferências em seu governo e que tinha o apoio das forças armadas.

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A fala foi lida como uma ameça contra as instituições e a democracia e foi alvo de uma série de declarações de repúdios de representantes da sociedade e dos poderes. Com 90 anos completados no último dia 24 de abril, Sarney considera que o seu legado político foi a transição democrática.

"Estudioso da História do Brasil, sei e admiro a grande contribuição das Forças Armadas ao País. Como Presidente da República que fez a transição democrática, coordenei com os líderes da Assembleia Constituinte e os comandantes militares o texto em que a Constituição dá às Forças Armadas a incumbência de 'garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem'. Sob a égide desses princípios, como tenho dito várias vezes — não há hipótese de qualquer ameaça à democracia", disse o ex-presidente.

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No texto, Sarney também se solidarizou com jornalistas agredidos. "Ao mesmo tempo quero declarar minha total solidariedade aos jornalistas que foram vítimas de brutal agressão, em atentado contra a liberdade de imprensa."

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