moro e flávio bolsonaro
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após saída do governo, Moro compartilhou post do ministério que diz que "poder público não é negócio de família"

O ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, compartilhou neste sábado (25) em rede social uma campanha feita pela sua antiga pasta no ano passado que defendia, no início do vídeo, que "O poder público não é um negócio de família".

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"Faça a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo" foi o lema da campanha exaltada por Moro um dia após sua saída do governo de Jair Bolsonaro, motivada por interferência política do presidente na direção da Polícia Federal.

Com duração de 2 minutos e 57 segundos, a ação lista "As 10 diretrizes do Ministério da Justiça e da Segurança Pública" e apresenta as diretrizes do que viria a ser feito durante seu comando no Ministério da Justiça e da Segurança Pública . Dentre recomendações em defesa da transparência e a integridade do ministério, por exemplo há o 4º item, que diz que "O poder público não é um negócio de família".


A postagem soou como um ataque à familia Bolsonaro, que trilha longa carreira política e, segundo publicação do site The Intercept Brasil , foi o motivo da troca da direção da PF . Bolsonaro estaria, acima de tudo, protegendo seu filho Flávio, investigado por rachadinha envolvendo Flávio Bolsonaro e a milícia do Rio de Janeiro.

Demissão de Moro causou forte atrito com o bolsonarismo

A notícia da demissão de Sergio Moro surgiu na quinta-feira (23) e foi confirmada pelo próprio na manhã seguinte, em entrevista coletiva marcada por ataques feitos ao presidente e sua intereferência na PF . Mais tarde, Bolsonaro fez pronunciamento em que tentou se defender e retrucar o ataque a Moro, dizendo que o ex-ministro tem compromisso "com o seu ego, e não com o Brasil".

No mesmo dia, Moro enviou ao Jornal Nacional prints de conversa por WhatsApp com o presidente em que ficava explícita a interferência de Bolsonaro, que teria, como um dos motivos, uma investigação envolvendo bolsonaristas . A ideia era, portanto, controlar esse inquérito relacionado a apoiadores.

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O ex-ministro ainda se defendeu de ataque feito pelo presidente no pronunciamento da tarde, que disse que Moro queria "trocar" a interferência na PF pela garantia de sua vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro, revelando outra conversa, com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), em que ela dizia que faria Bolsonaro prometer a vaga de Moro no STF, mas ele respondeu com "Prezada, eu não estou à venda".

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