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Wilson Dias/Agência Brasil
Fávaro tomou posse em Brasília

Terceiro colocado nas eleições de 2018, Carlos Fávaro (PSD-MT), tomou posse na manhã desta sexta-feira da vaga no Senado após a confirmação da cassação de Selma Arruda (Podemos-MT). A perda de mandato, decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 10 de dezembro, só foi formalizada nesta quinta, com publicação da decisão da Comissão Diretora do Senado no Diário Oficial da União.

Fávaro tomou posse em Brasília, e fez o juramento de posse no início da sessão que deve analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do chamado Orçamento de Guerra e da Medida Provisória (MP) 905, que institui o contrato de trabalho Verde e Amarelo. A partir de agora, o mato-grossense já poderá participar das deliberações da Casa, inclusive nas votações desta sexta.

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Selma teve sua cassação formalizada após reunião da Mesa do Senado, na manhã de quarta-feira. Com a cadeira vaga, a Casa obedeceu a liminar concedida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A pedido de Fávaro, Toffoli determinou que ele assumisse o mandato até a realização de novas eleições no estado, evitando que o Mato Grosso ficasse com menos representantes no Senado. Por causa da pandemia do novo coronavírus, o pleito marcado para 26 de abril foi cancelado e ainda não há nova data para que os eleitores do estado escolham um novo parlamentar.

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Mesmo com a decisão do TSE e com a liminar do STF, o líder do Podemos voltou a reclamar da cassação da correligionária e da posse do terceiro colocado, defendendo que a ex-senadora foi cassada por sua atuação como juíza. A insistente defesa da senadora pelo Podemos já irritava colegas de Casa. Isso porque o partido é um dos principais defensores da votação de alteração na lei para abrir caminho à prisão imediata de condenados em segunda instância, mas afirma que o processo de Selma foi "açodado" e que ela deveria permanecer no cargo até ter recurso analisado pelo STF. Para senadores, há uma incoerência.

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