Ex-primeira-dama Marisa Letícia
Divulgação/Facebook/Lula
Ex-primeira-dama Marisa Letícia

Os advogados responsáveis pelo inventário da ex-primeira dama Marisa Letícia, morta em fevereiro de 2017, desmentiram nesta quarta-feira (15) a informação de que ela teria R$ 256 milhões em uma conta de banco.

A informação errada foi repassada por um juiz do Foro de São Bernardo do Campo, que pedia que fossem "elucidadas" as 2,56 milhões de unidades de "CDB" no valor de R$ 100, o que totalizariam R$ 256 milhões na conta da ex-primeira dama.

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Segundo os advogados, o valor exacerbado se deu por um erro de cálculo do juiz, tornando o montante apontado por ele em documento oficial como dez mil vezes maior do que o real. “Essa equivocada — e inexistente — relação entre aspectos das CDBs e aspectos das debêntures lamentavelmente fomentou a criação de diversas notícias falsas e que atentam contra a memória de D. Marisa Letícia Lula da Silva”, afirmou a defesa em nota.

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Entre os que propagaram a informação falsa sobre os milhões na conta de Marisa estão o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do presidente da república. A defesa da ex-primeira dama ainda declarou toda a quantidade de bens dela: R$ 1.458.535,49

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Nas redes sociais, o ex-presidente Lula comentou a comprovação dos dados bancários da ex-primeira dama. “O próprio banco deveria ter desmentido. Vale tudo contra o Lula. O que eles não sabem é a minha capacidade de resistência. Quero morrer com a mesma dignidade que nasci e por isso que estou brigando tanto”, afirmou.

O juiz Carlos Henrique André Lisboa não se pronunciou sobre o assunto.

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