Governador de Goiás é médico, assim como Mandetta
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Governador de Goiás é médico, assim como Mandetta

Aliado de primeira hora do governo federal que tornou-se um adversário do presidente Jair Bolsonaro em relação às ações de combate ao novo coronavírus , o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) disse nesta segunda-feira não acreditar na possibilidade de o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançar-se candidao à Presidência, em 2002. Caiado e Mandetta pertencem ao mesmo partido, o DEM.

"Conheço bem o Mandetta, somos da mesma escola, e na cabeça de Mandetta não passa hora alguma ser candidato.A paixao dele é a Medicina, esse é o habitat dele, onde ele se sente bem", disse o governador goiano, durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Ao longo da entrevista, Caiado fez uma série de elogios à atuação do colega de partido à frente da pasta.

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O governador ainda rebateu, com ironia, as críticas que vem recebendo de seguidores do presidente. A ala bolsonarista o acusa de traidor nas redes sociais em razão das recentes críticas que fez sobre o posicionamento de Bolsonaro contra o isolamento social.

"Isso eu chamo de coragem do Whatsapp. Virou (o Whatsapp) um biombo para você criticar A ou B sem aparecer", disse Caiado, na noite desta segunda-feira, em entrevista ao Roda Viva, na TV Cultura. Sobre a mudança de discurso em relação ao governo, emendou. "Não tenho que fazer uma autocrítica em relação ao apoio. O que estamos fazendo é uma correção de rota".

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Pouco antes, Caiado disse que tem, no mesmo aplicativo, um grupo junto com os demais governadores para discutir ações de governo não só de combate à doença, mas também medidas fiscais que ajudem os estados na esfera da economia.

Caiado ainda demonstrou ter ficado surpreso com a falta de uma declaração do presidente em apoio a familiares das vítimas em todo o país. Desde o registro da primeira morte, em 17 de março, Bolsonaro não transmitiu condolências em meio à pandemia. O presidente fez quatro pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e TV desde as primeiras declarações sobre a crise da doença, em janeiro. "As pessoas merecem uma mensagem de solidariedade", disse Caiado.

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Perguntado sua avaliação a respeito dos afagos públicos feitos entre o ex-presidente Lula e o governador paulista João Doria, Caiado foi enfático. "Não podemos misturar os sinais. Esse é o lado triste de se criar situações que não tem a menor convergência. Mas aí o problema é político", disse ele, que ainda comentou declarações de parte do primeiro escalão do governo federal que acaba por criar atrito com outros países, como a China.

"Uma declaração infeliz de um integrante de um governo sobre a nacionalidade de um vírus acaba provocando uma crise diplomática. Mas discutir isso é sair do debate principal para o acessório".

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