Ministro da Educação Abraham Weintraub
Marcos Corrêa/PR
Ministro da Educação Abraham Weintraub

O ministro da educação Abraham Weintraub negou ter sido preconceituoso e atacou o governo chinês ao afirmar que o país esconde informações sobre a pandemia de Covid-19 . Segundo ele, o governo chinês quer lucrar com o 'leilão' de respiradores e EPIs (equipamentos de proteção individual). O ministro afirmou em entrevista concedida nesta segunda-feira (6) à Rádio Bandeirantes que só pedirá desculpas caso o país venda mil respiradores para o Brasil a preço de custo.

"O governo da república chinesa, aonde começou o coronavírus, poderia ter alertado o mundo inteiro que ia faltar respirador. Que nós teríamos 3 meses para fazer respirador. Isso não foi feito (...) A única coisa que eu peço é que dos 60 mil respiradores que estão disponíveis, eles vendam mil para o MEC, para salvar vida de brasileiros, pelo preço de custo. Manda a embaixada colocar aqui nos meus hospitais, e eu vou lá à Embaixada e falo 'eu sou um idiota, me desculpem'", declarou.

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Ainda durante a entrevista, o ministro disparou que conhece a cultura chinesa e insinuou que o país deve ter muito mais do que 60 mil respiradores à disposição. "Conhecendo a cultura chinesa, se eles têm 60 mil já a disposição para leiloar, eles devem ter mais, porque se eles colocassem que tinham 120 mil, o preço do leilão seria mais baixo. Conhecendo o jeito, eu já fui muitas vezes, sei como é a negociação, sei como é o processo, eu era do mercado financeiro", disse.

Weintraub e a embaixada chinesa travam conflitos desde o último sábado, quando o ministro fez postagem em redes sociais usando uma imagem de Cebolinha, personagem de Maurício de Souza, substituindo o "r" pelo "l", insinuando que se tratava dos chineses.

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Na madrugada desta segunda, a Embaixada da China repudiou o tuíte do ministro. “Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamentes absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil”, diz a nota.

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