Cientista mexendo com tubos de ensaio
Pedro Rafael Vilela/ Agência Brasil
Ministério tem previsão de chegada de testes rápidos para a Covid-19 nos próximos dias

O Brasil tem 25 mortes e 1.546 casos confirmados do novo coronavírus , segundo balanço divulgado neste domingo (22) pelo Ministério da Saúde. Os últimos dados divulgados pela pasta no sábado mostravam que o número de infectados no País eram 1.128 e as vítimas mortais eram 18.

A maioria das mortes está localizada em São Paulo, com 22 registros, e as outras três ocorreram no Rio de Janeiro. A capital paulista também lidera o quadro de casos confirmados, com 631 contaminações.

Confira tabela com os dados atualizados:

Tabela do coronavírus em 22 de março
Reprodução
Tabela do coronavírus em 22 de março


Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que os cinco milhões de testes rápidos encomendados pelo governo federal anunciados neste sábado (21) para os próximos oito dias virão de uma fabricante chinesa.

De acordo com o chefe da pasta, a expectativa é que a escala de exames seja de 30 a 50 mil exames por dia. Além disso, o ministério também vai comprar máquinas de coleta automatizadas, sem necessidade de manipulação humana das amostras.

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Mandetta também esclareceu que o vírus não sobreviver ao calor era uma possibilidade, até que informações oficiais da China e da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostraram que "ele não respeita muito a temperatura" e "se mostra muito competente em sua transmissão".

Ainda de acordo com o ministro, no próximo dia 27 será o "aniversário" de um mês do primeiro caso identificado no Brasil, o que garantirá mais quantidade de projeção sobre a doença no País, apesar de ele acreditar que "todos os estados estão com algum tipo de expansão".

Vacinação contra a gripe

Para Mandetta, o SUS está mostrando a sua verdadeira capilaridade. "O número de leitos vai aparecendo, aumentando. E nós vamos monitorando", afirma.

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Ele comunica que a partir desta segunda-feira (23) começa a campanha de vacinação com foco em profissionais de saúde e pessoas acima de 60 anos, como forma de evitar casos graves no futuro. Ele lembrou, no entanto, que a dose não imuniza para o coronavírus.

Cloroquina

Sobre o uso da cloroquina no combate ao coronavírus, o ministro afirma que ainda não sabe se ele é eficiente contra a doença. "Já tínhamos pesquisas acontecendo, mas em número reduzido."

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De acordo com ele, o Brasil tem "condição total" de produzir esse medicamento em grande escala, em instituições como FioCruz e Hospital do Exército, podendo até distribuir para outros países. Ele diz que o que está sendo debatido pelo momento é o protocolo de dosagem.

Eleições

Ao falar sobre o aproveitamento político da pandemia de coronavírus, Mandetta disse que não é papel dele entrar nesse assunto. "Está na hora de pensar mais nas próximas gerações e não nas próximas eleições", afirmou.

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Neste domingo (23), ele chegou a dizer que as eleições municipais de outubro deveriam ser adiadas. "Está na hora de o Congresso olhar e falar assim ó: 'Adia, faz um mandato tampão desses vereadores e prefeitos'", afirmou o ministro em videoconferência, em Brasília, promovida pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP).

Uso de álcool em gel

O ministro também fez comentários sobre o uso de álcool em gel e pediu que a população não compre o produto na forma líquida. Segundo Mandetta, acidentes com fogo e fumaça são os principais casos em que as vítimas necessitam de tratamento com respiradores, equipamento que também é usado por pessoas diagnosticadas com a Covid-19.

"Fico muito preocupado com a venda do álcool líquido nas farmácias. As pessoas estão comprando litros disso", reforçou, atentando para o risco de manter garrafas do fluído em casa. "Por favor, não se utilizem de álcool líquido se não for nas mãos de um adulto guardado em local muito específico e não façam disso um grande arrependimento."

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