Presidente Jair Bolsonaro coronavíris
Reprodução / Facebook
Presidente Jair Bolsonaro em crise de coronavíris

O PDT protocolou nesta segunda-feira (16) na Justiça uma medida cautelar de urgência contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que o obriga a ficar de quarentena. A ação acusa Bolsonaro de ter colocado em risco a saúde dos cidadãos após ele ter violado orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar a propagação do novo coronavírus.

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No último domingo (15), Bolsonaro encostou em manifestantes que participavam de um ato pró-governo. Na sexta-feira (13), o Ministério da Saúde havia recomendado que todos os eventos que envolvessem aglomerações, como protestos, fossem cancelados ou adiados para evitar transmissões de coronavírus . O próprio presidente havia solicitado, na sexta, que as pessoas não fosse às ruas. Mas ele não seguiu suas orientações, foi até o ato e cumprimentou e manuseou os celulares de manifestantes.

O PDT solicita que Bolsonaro seja obrigado a ficar de quarentena e seja proibido de entrar em contato ou incentivar manifestações, até que a crise na saúde pública causada pelo coronavírus se normalize.

"[Bolsonaro] tem dever de zelar pela saúde pública, pela redução dos danos da pandemia que já apresenta quadro de epidemia no Brasil. Não se trata do cuidado com a sua saúde individual, mas com a responsabilidade compartilhada de estar inserido em uma comunidade", afirmou o documento do PDT entregue à Justiça.

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O partido afirma que Bolsonaro conseguiria realizar normalmente suas funções como presidente em isolamento. "Sublinhe-se que a comunicação do presidente da República com os cidadãos também não restará prejudicada, vez que o senhor Jair Messias Bolsonaro é adepto do expediente de realização de lives e divulgação de posicionamentos presidenciais por meio de vídeos a serem lançados nas redes sociais", afirma o documento.

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