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Em vídeo, Beny Schmidt disse que informações veiculadas não condizem com a verdade da doença

Um médico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está sendo duramente criticado nas redes sociais por ter publicado um vídeo em que aparece dizendo informações falsas sobre o novo coronavírus.

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A publicação original, feita no canal do YouTube do patologista Beny Schmidt, foi excluída, mas as imagens continuam circulando na web, agindo como um desserviço em meio à pandemia que já matou mais de 7 mil pessoas em diversos países.

"Aquilo que está sendo veiculado na imprensa no mundo inteiro não condiz com a verdadeira situação e patogenicidade desse vírus. As informações que têm sido passadas não condizem com a realidade científica", afirmou, contradizendo as autoridades dos países afetados e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Então como patologista, eu venho reafirmar que a proporção que está sendo dada no mundo ao coronavírus, parece que o mundo inteiro parou por um vírus que nem gripe é capaz de produzir. É desproporcional à verdadeira patogenicidade desse vírus. (...) Não faz mal a ninguém. (...) A gente morre. Todo mundo vai morrer, esse é o destino humano. A gente morre de hipertensão, a gente morre de câncer, de hemorragia, de tantas coisas, mas de coronavírus a gente não morre. Não morre porque Deus não quis. Esse vírus não é um vírus letal. Não é necessário todo esse alarde", disse o médico.

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"Cientificamente, como patologista da Escola Paulista de Medicina, há 45 anos que exerço a profissão, tenho a dizer que o vírus não é patogênico, não é capaz de causar nem mesmo a gripe que a gente conhece, que todo mundo conhece. E esse vírus está muito longe de ser letal. É verdade que morreram algumas pessoas que eram portadoras de coronavírus, mas isso não significa de maneira alguma que o vírus foi o causador da morte", finalizou.

Mesmo após ser questionado por uma usuária do Facebook, que lhe chamou atenção sobre as informações falsas ditas por ele, o médico continuou firme em seu posicionamento, conforme escreveu em um comentário na rede social na última semana.

"Colega, você não acha meio irresponsável viralizar um vídeo em que diz que o corona não é nada, é invenção do governo chinês, com tanto epidemiologista, infectologista, gestor etc tentando cuidar para conter a expansão do vírus? Com a OMS e Ministerio tentando divulgar as estratégias de prevenção e mudar a cultura de um povo? Aí vem um senhor, usa o nome da universidade pública para desmoralizar tudo isto, confundir a cabeça das pessoas?", indagou a internauta.

"sou patologista e estou convicto ė meu dever Mebpronunciar com professor decEscola federal de medicina Um abraços Mídia ė que confunde a cabeçacdas (sic)", rebateu o perfil de Beny Schmidt na rede social.

Procurado por meio de seu perfil na rede social e por sua assessoria de imprensa, o patologista ainda não se manifestou sobre a repercussão do vídeo. A Unifesp também ainda não emitiu um comunicado sobre a atitude do médico. A instituição, porém, divulgou informações de conscientização sobre o coronavírus no site oficial e adotou medidas para prevenir o contágio.

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"A Unifesp informa que está suspendendo as aulas de graduação nesta segunda-feira 16/3 até o dia 30/3. A medida tomada pela Reitoria juntamente com o Comitê Permanente de Enfrentamento do Coronavírus na instituição considera o avanço da Covid-19 no Estado de São Paulo, por conta da ocorrência de transmissão comunitária. Vale dizer que as atividades administrativas estão mantidas, podendo ser repassadas novas orientações aos(as) servidores(as) nos próximos dias. As matrículas também estão mantidas. Já os serviços essenciais relativos ao atendimento em saúde terão continuidade e não serão paralisados", informou a universidade.

Nesta segunda-feira (16), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesu recomendou que todos os casos suspeitos sejam testados.

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