O governador João Doria enfrentou um tumulto na inauguração da sede do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), em São Paulo, na manhã desta segunda-feira. Ao chegar ao evento, o governador foi recebido com protesto encabeçado pelo senador Major Olímpio e pelo deputado federal Coronel Tadeu, ambos do PSL.

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Nas redes sociais, o senador disse que o governador João Doria escalou policiais para participarem do evento e "ficarem horas aguardando para que ele fizesse uma foto". Segundo Major Olímpio, Doria queria fazer selfies com os policiais e convocou mais de uma centena deles para o evento.

"Chamou os policiais para um evento fechado, ainda mais nesse momento de coronavírus . Eu não fui convidado e fiquei na calçada com minha caixa de som. Eu queria que ele parasse, mas ele não parou", disse o senador.

O parlamentar disse que Doria passou "pisando duro". Contou que Doria o acusou de não ter compostura e afirmou que aquela não era uma atitude de senador.

Major Olímpio, por sua vez, aos gritos, chamou o governador de vagabundo e o acusou de agir como moleque. Na confusão, foi contido e empurrado por seguranças, depois expulso do local.

Sobre os empurrões, disse que isso não o aborrece:

"A mim não aborrece. Não posso me queixar. Mas ele não perde por esperar. Não vai ter evento de segurança que eu não esteja lá para protestar. Fiz isso com o Geraldo Alckmin durante quatro anos e ele terminou a eleição com 4% dos votos. O Doria vai terminar com menos do que isso", prometeu Major Olímpio .

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O senador disse que não é comum policiais irem a eventos deste tipo, pois trabalham com escalas diferentes. Segundo ele, os policiais foram para atender ao chamado do governador.

A assessoria de João Doria ainda não se pronunciou.

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