Camilo Santana
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Camilo Santana, governador do Ceará

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), defendeu a aplicação de quarentena para policiais militares que entrarem na política. À coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo , o petista defendeu que o Congresso Nacional discuta "a mistura de polícia e política".

"O Congresso precisa discutir isso. É preciso debater, por exemplo, a necessidade de uma quarentena", afirmou Santana. "A partidarização foi ruim para a polícia. Os interesses de alguns policiais passaram a ser eleitorais e geraram esses movimentos ilegais, esses motins."

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Na situação atual, tanto policiais militares quanto policiais civis podem se filiar a partidos políticos sem deixar seu trabalho, o que, para o governador, faz com que muitos se crie ambientes propícios para a realização de motins de motivação política.

O posicionamento de Santana se dá após o fim do motim de policiais militares no Ceará, que terminou na noite do último domingo (1º). A paralisação durou 13 dias e, nesse período, mais de 240 pessoas foram assassinadas.

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Para aliviar a crise de segurança no estado, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para que as Forças Armadas fossem autorizadas a fazer a segurança no estado. A Força Nacional também foi enviada.

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