Wajngarten
Carolina Antunes/PR
Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação

A FW Comunicação, empresa do chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Fabio Wajngarten, passou a receber mais financiamento da Igreja Universal do Reino de Deus, com a qual já possuía contrato, após Wajngarten assumir o cargo no governo Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a TV Record, que pertence ao bispo Edir Macedo da Universal e é favorável ao governo, começou a receber mais verba da Secom.

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O chefe da Secom e sua empresa estavam sendo julgado por conflito de interesse pela Comissão de Ética Pública da Presidência. Uma planilha com os contratos e remunerações da FW foi entregue na terça-feira (18) pela defesa de Wajngarten para a Comissão. No mesmo dia, o caso foi arquivado, sem a abertura de uma investigação .

A planilha mostra que a empresa de Wajngarten passou a receber 36% mais da Universal após ele assumir o cargo na Secom. Antes de abril de 2018, quando ele foi nomeado, a empresa recebia R$ 25,6 mil por mês. A partir de maio, a remuneração subiu para R$ 35 mil.

A partir de maio, a TV Record , de Edir Macedo, também teve aumento da verba publicitária da Secom, que decide onde serão veiculadas as propagandas oficiais do governo. Outras clientes da FW também passaram a ter maior investimento do governo, como a Band e o SBT. Todas são pró-governo.

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A Comissão de Ética Pública da Presidência alega que não há conflito de interesse em Wajngarten ser chefe da Secom e sócio de uma empresa que tem como clientes emissoras que também recebem verba do governo. O conflito de interesses proíbe o  “exercício de atividade que implique a prestação de serviços ou a manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse na decisão do agente público”.


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