Bretas aparece ao fundo, de terno cinza e óculos escuros, em vento que contou com a presença de Bolsonaro
Carolina Antunes/PR
Bretas aparece ao fundo, de terno cinza e óculos escuros, em vento que contou com a presença de Bolsonaro

O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Humberto Martins, determinou nesta terça-feira que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) apure se o juiz Marcelo Bretas , titular da 7ª Vara Federal Criminal, praticou "atos de caráter político-partidário" e de "superexposição e promoção".

A determinação é uma resposta a uma reclamação disciplinar feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na segunda-feira após Bretas ter participado no sábado da inauguração de uma obra e de um evento religioso com presença do presidente Jair Bolsonaro e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

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Ao lado de Bolsonaro e outros políticos, o juiz esteve presente neste final de semana na inauguração de uma alça de acesso da Ponte Rio-Niterói para a Linha Vermelha e, posteriormente, também com o pastor RR Soares no culto evangélico comemorativo aos 40 anos da Igreja Evangélica Internacional da Graça de Deus, na Praia de Botafogo, zona sul do Rio.

Em nota, disse que seu comparecimento se deu por meio de um convite pessoal feito pelo próprio presidente , a quem recebeu na pista da Base Aérea do Santos Dumont.

O juiz também afirmou não ter sido informado de quantas e quais pessoas estariam presentes no evento. "Esclareço que não fui informado de quantas e quais pessoas participariam das referidas solenidades (políticos, empresários etc), bem como que realizei todos os deslocamentos apenas na companhia do Sr Presidente da República.", escreveu no Twitter.

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