Marcelo Bretas
Fernando Frazão/Agência Brasil
Marcelo Bretas é responsável pelos julgamentos em primeira instância da Operação Lava Jato no Rio.

Dois dias depois de participar de dois eventos com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários, o juiz federal da 7ª Vara Criminal, Marcelo Bretas , responsável pelos julgamentos em primeira instância da Operação Lava-Jato no Rio, publicou em seu Twitter um esclarecimento sobre sua presença nas cerimônias. A presença do magistrado foi criticada no meio jurídico e até um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apure sua conduta.

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Em nota, disse que seu comparecimento se deu por meio de um convite pessoal feito pelo próprio presidente, a quem recebeu na pista da Base Aérea do Santos Dumont.

Ao lado de Bolsonaro e outros políticos, o juiz esteve presente na inauguração de uma alça de acesso da Ponte Rio-Niterói para a Linha Vermelha e, posteriormente, também com o pastor RR Soares no culto evangélico comemorativo aos 40 anos da Igreja Evangélica Internacional da Graça de Deus, na Praia de Botafogo, zona sul do Rio.

O juiz afirmou não ter sido informado de quantas e quais pessoas estariam presentes no evento. "Esclareço que não fui informado de quantas e quais pessoas participariam das referidas solenidades (políticos, empresários etc), bem como que realizei todos os deslocamentos apenas na companhia do Sr Presidente da República.", disse Bretas no microblog.

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O magistrado também afirmou que presenças de pessoas do Judiciário em eventos de outros Poderes, além de natural, reforça a harmonia entre esses. "Vale notar que a participação de autoridades do Poder Judiciário em eventos de igual natureza dos demais Poderes da República é muito comum, e expressa a harmonia entre esses Poderes de Estado, sem prejuízo da independência recíproca.", argumentou Bretas.

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