Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação arrow-options
Carolina Antunes/PR
Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação

O chefe da Secretaria de Comunicação ( Secom ), Fabio Wajngarten , afirmou nesta terça-feira (28) que o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que a Polícia Federal o investigue é uma "oportunidade" para que ele prove que não cometeu irregularidades.

"Não há qualquer relação entre a liberação de verbas publicitárias do governo e os contratos da minha empresa — da qual me afastei conforme a legislação determina — anteriores à minha nomeação para o cargo, como pode ser atestado em cartório", disse Wajngarten, em nota.

Ainda de acordo com o comunicado do chefe da Secom, "qualquer interpretação afora essa realidade factual é notória perseguição de um veículo de comunicação".

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O inquérito contra Wajngarten investiga suposta prática de corrupção, peculato (desvio de recursos públicos feito por um servidor para proveito pessoal ou alheio) e advocacia administrativa (patrocínio de interesses privados na administração pública com base no aproveitamento da condição de funcionário público).

O pedido do MPF ocorre após uma série de reportagens da Folha de S. Paulo  indicar Wajngarten como sócio majoritário da FW Comunicação, empresa que recebe dinheiro de emissoras de TV (entre elas Record e Band ) e de agências de publicidade contratadas pela própria Secom e outros órgãos do governo de Jair Bolsonaro.

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De acordo com o jornal, o secretário estaria privilegiando as empresas com a qual a FW Comunicação tem contrato. O caso correrá em sigilo. As penas previstas para os crimes de corrupção passiva e peculato variam de 2 a 12 anos de prisão, além de multa. No caso do crime de advocacia administrativa , aplica-se detenção de um mês a um ano.

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