Tamanho do texto

Senadores também aconselharam Bolsonaro a ler livros do autor. Na segunda, ele chamou o educador de “energúmeno, ídolo da esquerda"

Paulo Freire arrow-options
Creative Commons/Slobodan Dimitrov
Paulo Freire foi chamado e energúmeno por Bolsonaro

Após o presidente Jair Bolsonaro ter chamado o educador Paulo Freire de "energúmeno", o Senado  aprovou, nesta terça-feira (17), uma sessão solene em homenagem ao pensador. Na votação, senadores aconselharam que o presidente leia os livros de autor, que é considerado patrono da educação brasileira.  

Leia também: UDN: partido extinto há 54 anos pode voltar em dose dupla

A crítica de Bolsonaro ao educador ocorreu nesta segunda (16), quando o presidente defendeu o fim da parceria entre a TV Escola e o Ministério de Educação (MEC). Ele afirmou que a emissora "deseduca" e se referiu a Paulo Freire como "esse energúmeno aí, ídolo da esquerda".

O senador Weverton  Rocha (PDT-MA), autor da proposta de homenagem, destacou que "homenagear Paulo Freire é reconhecer a própria história do Brasil". Ele também argumentou que não são apenas as universidades que precisam se indignar com "tamanha agressão ao mestre da educação".

Leia também: Caso Flordelis: polícia ouve envolvidos na confecção de carta 'acusatória'

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES), também criticou a fala de Bolsonaro. "Energúmeno é um presidente misógino, preconceituoso, sexista, homofóbico, racista".