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Presidente da Câmara diz que assunto é sensível para sociedade; após pressão de Bolsonaro, quantidade pode diminuir de R$ 3,8 para 2,5 bilhões

Rodrigo Maia falando ao microfone arrow-options
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Maia disse que tema é sensível à sociedade por haver cortes em outras áreas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quarta-feira (11) a revisão do valor reservado para o fundo eleitoral , que será usado no ano que vem para financiar candidatos. Após pressão do presidente Jair Bolsonaro , líderes da Câmara costuram um acordo para que o montante passe de R$ 3,8 bilhões para R$ 2,5 bilhões.

Maia considera positiva a mudança de postura dos parlamentares e a tentativa de acordo.

"Eu sempre digo que esse é um tema polêmico, sensível. É preciso organizar bem a fonte, como nessa última semana o relator (da lei orçamentária, Domingos Neto) organizou. Acho que se a decisão for por um valor menor para garantir que os recursos não estão atingindo nenhuma área fundamental, acho a melhor solução exatamente pela sensibilidade que sociedade tem em relação a esse tema", disse Maia.

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Na terça-feira, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), participou ativamente da costura do acerto, assim como o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Segundo um deputado, Maia teria confirmado no início da noite de ontem que o governo Bolsonaro aceitou não vetar o valor de R$ 2,5 bilhões.

Além da pressão do Planalto, há por parte dos deputados e senadores o reconhecimento de que o aumento do fundo pode gerar desgaste e é uma pauta impopular. Outros fatores considerados para fechar o valor em R$ 2,5 bilhões são as recentes derrotas do centrão na votação de vetos relativos à lei que trata de eleições e regras partidárias.

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Na semana passada, o Senado decidiu manter veto de Bolsonaro e impediu a recriação da propaganda partidária fora do período eleitoral — a situação irritou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que havia feito acordo no sentido contrário com aliados. Já a Câmara manteve veto do governo e não liberou o pagamento de multas aplicadas às siglas com dinheiro do fundo partidário.