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Desembargadores vão decidir no dia 27 se ação deve ou não voltar para a fase das alegações finais com a anulação da sentença da 13ª Vara Federal

Sítio de Atibaia arrow-options
Reprodução/Google Maps
Sítio de Atibaia

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou para o dia 27 o julgamento sobre a possível anulação de uma das condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato. Na sessão, os desembargadores da 8ª Turma, responsável pelos processos da operação na segunda instância, vão decidir no dia 27 se a ação do sítio de Atibaia deve ou não voltar para a fase das alegações finais, o que levaria o caso a ser julgado novamente em primeiro grau.

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Na sessão, os três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 irão analisar a ordem da apresentação das alegações finais , polêmica que motivou a anulação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de duas sentenças da Lava Jato. A 8ª Turma é formada, além de Gebran Neto, pelos desembargadores Leandro Paulsen e Carlos Thompson Flores.

O processo analisado será o do Sítio de Atibaia, no qual Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão. Contudo, durante a fase de alegações finais, réus delatores da Odebrecht apresentaram seus argumentos após os réus delatados. O STF considerou que, em casos como esse, os réus delatados são prejudicados, já que não podem responder às interpretações dos acusados que fizeram colaboração premiada. Segundo os ministros que votaram a favor dessa tese, os delatores se somam à acusação e têm interesse na condenação para justificar a eficiência de seus acordos.

Os desembargadores devem se pronunciar no processo em razão do julgamento do STF sobre a ordem das alegações finais. Os ministros do STF, por maioria, consideraram que réus delatores deveriam ser ouvidos antes dos réus delatados nessa fase do processo.

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Esse entendimento levou à anulação do processo do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. O STF , no entanto, ainda não tomou uma decisão sobre a extensão desse novo entendimento.

Outros réus

Além do ex-presidente Lula, também apelam no mesmo processo o presidente do Conselho de Administração da Odebrecht, Emílio Alves Odebrecht, o ex-funcionário da Odebrecht Emyr Diniz Costa Júnior, o ex-executivo da Odebrecht Carlos Armando Guedes Paschoal o ex-presidente da OAS, José Aldemário Filho, o ex-diretor da OAS Paulo Roberto Valente Gordilho, o empresário Fernando Bittar, o pecuarista José Carlos Bumlai, e o advogado Roberto Teixeira.

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