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Senador por Goiás recebeu duas denúncias enviadas por Vanderlan Cardoso (PP-GO) e outra do PSDB por ofensas contra o governador João Doria

Jorge Kajuru no Senado arrow-options
Waldemir Barreto/Agência Senado
Jorge Kajuru (Cidadania-GO) é alvo de três denúncias no Conselho de Ètica do Senado, todas por depoimentos nas redes sociais


No seu primeiro mandato como senador, o radialista Jorge Kajuru (Cidadania-GO) é o campeão de denúncias contra si no Conselho de Ética e Decoro (CEDP) do Senado. Das cinco representações enviadas para o CEDP, três são contra o parlamentar do Cidadania, duas por declarações dadas nas redes sociais.

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Duas das representações contra Jorge Kajuru foram feitas pelo também senador goiano Vanderlan Cardoso (PP). Na primeira, o parlamentar alega que em seu programa "A Voz do Senado", no Facebook, Kajuru criou uma imagem ruim de Vanderlan ao afirmar que o mesmo utilizava carro oficial e possuia seis funcionários, o que, segundo o parlamentar do PP, é mentira, já que o mesmo alega possuir uma funcionária.

Na segunda denúncia, Vanderlan afirma que Kajuru o chamou de "bilionário com negócios paralelos ao integrante do narcotráfico".

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A terceira denúncia contra o senador partiu do PSDB. O partido acusa Kajuru de quebrar o decoro ao afirmar, em entrevista à Veja  , que o governador de São Paulo João Doria é "a escória da escória".

Outras denúncias no Conselho de Ética

Além de Jorge Kajuru, outros dois senadores também foram denunciados ao Conselho de Ética e Decoro do Senado em outubro. Telmário Mota (PROS-RR) foi denunciado pelo ex-senador Romero Jucá, que o acusa de o ter xingado e difamado durante a sabatina com o embaixador do Brasil na Bósnia Herzegovina, Lineu Pupo de Paula.

Já o senador Cid Gomes (PDT-CE) foi denunciado pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL) por injúria contra o mesmo. O parlamentar cearense teria acusado o líder do PP na Câmara de ser um "achacador".

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O caminho das denúncias

Nenhuma das denúncias que chegaram ao Conselho de Ética e Decoro foram julgadas ainda. Todas, porém, foram encaminhadas pelo presidente do Conselho, Jaime Campos (DEM-MT) para apreciação da advocacia do Senado.

Caso a advocacia entenda que as denúncias estão bem formuladas, cabe ao presidente do Conselho indicar um relator para o caso, que dará um parecer. O Conselho, composto por 15 senadores, votam o parecer do relator e, caso a denúncia seja acatada, o parlamentar denunciado será julgado pelo Plenário do Senado, correndo o risco, inclusive, de ter o mandato cassado.

São raros, porém, os casos de cassações de mandato por quebra de decoro. Até hoje, apenas três senadores perderam mandato por quebra de decoro na história da República: Luiz Estevão (DF), Demóstenes Torres (GO) e Delcídio do Amaral (MS).