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Grupo de deputados da legenda vai solicitar uma análise externa das contas da sigla; declaração ocorre em meio a embates com Luciano Bivar

Bolsonaro e Luciano Bivar arrow-options
Divulgação/PSL
Bolsonaro e o presidente do PSL, Luciano Bivar, têm se desentendido e o presidente pode sair do partido

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai pedir uma auditoria nas contas do PSL , por meio de um grupo de deputados, para avaliar como os recursos públicos recebidos pelo fundo partidário foram utilizados. A declaração ocorre em meio ao duelo nos últimos dias com o presidente nacional do partido, o deputado federal  Luciano Bivar (PE). "Vamos pedir uma auditoria nas contas do partido dos últimos cinco anos", disse.

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Em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo publicada nesta sexta-feira, Bolsonaro também deixou em aberto a possibilidade de se desfiliar do partido. Com isso, aliados já se articulam para criar um novo partido , que seria batizado de Conservadores. O embate entre Bolsonaro e Bivar começou na terça-feira, quando Bolsonaro disse "Esquece o PSL" e que Bivar está "queimado para caramba" a um apoiador. A resposta veio no dia seguinte. Na ocasião, Bivar afirmou: "A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido".

Além da declaração, Bivar tomou medidas práticas. O PSL já puniu quatro deputados após o início da crise entre os dois. Carlos Jordy (RJ), Filipe Barros (PR), Alê Silva (MG) e Aline Sleutjes (PR) perderam seus cargos em comissões e nas lideranças, segundo o líder do partido na Câmara, Delegado Waldir (GO). Isso pode respingar no filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Sobre essas ameaças, Bolsonaro disse que, apesar de o acusarem de flertar com a ditadura, é o comando do partido quem agiria dessa forma ao ameaçar deputados do seu grupo com a perda de cargos. Para ele, caso a destituição de seu filho Eduardo seja confirmada, será “impublicável” o que ele pensa a respeito.

Em entrevista ao jornal O Globo , publicada nesta quinta-feira, Luciano Bivar disse que acha "que o presidente não deve estar sendo bem aconselhado". E que essas essas pessoas estariam "vendendo ele como se fosse propriedade deles para forçar uma participação de domínio no partidoe fazerem coisas que não são éticas".

"O que há é um grupo capitaneado por duas ou três pessoas, um juiz desempregado, uma advogada rapina, que querem dinheiro. É tão ruim eu discutir sobre isso. Isso é o que menos importa para mim e para o presidente. Essas pessoas, sorrateiramente, cujo objetivo é outro, estão nisso", opinou.

O Estado de S.Paulo procurou o presidente do PSL para comentar a possibilidade de auditoria nas contas do PSL. Sobre isso, Bivar disse estar "feliz" com a preocupação de Bolsonaro. "Sim, nós vamos contratar tudo de auditoria que for possível, imaginável. Tudo, com certeza", afirmou, segundo o jornal, de forma irônica.

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Reeleição

Na entrevista, o presidente também comentou sobre as próximas eleições, em 2022. Ele citou a possibilidade de tentar a reeleição e, contando com uma outra vítoria, disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai ficar com ele até 2026 — quando terminaria um eventual segundo mandato.

Bolsonaro ainda afirmou que espera que todos os candidatos em 2022 sejam "felizes", colocando o ministro da Justiça, Sergio Moro, nessa lista. "Torço para que seja verdade",  ironizou, completando que agora o ex-juiz já conhece o dia a dia da política em Brasília.

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Datena como prefeito de SP

Apesar de afirmar que não pretende participar intensamente das eleições municipais, mesmo sabendo da importância delas para o partido, Bolsonaro destacou a importância do apresentador José Luiz Datena, em relação à disputa em São Paulo.

Datena, que é filiado ao DEM, é considerado uma alternativa pela família Bolsonaro . O presidente ainda disse que pretende conversar pessoalmente com ele sobre o assunto. Nem a deputada federal Joice Hasselmann e nem o deputado estadual Gil Diniz, ambos do PSL, foram citados pelo presidente.