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Everton Sodario foi eleito prefeito de Mirandópolis nas eleições suplementares e após imbróglio na justiça, foi autorizado pelo TRE a comandar a cidade no interior de São Paulo

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Reprodução/Facebook
Everton Sodario, o "Bolsonaro caipira", é o primeiro representante do PSL eleito prefeito em São Paulo


O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) derrubou na terça-feira (8/10) o único impedimento que havia para que o prefeito eleito do PSL Everton Sodario , apelidado de "Bolsonaro Caipira", assumisse o cargo em Mirandópolis (SP). Ele é o primeiro prefeito do partido no estado.

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Sodario, de 26 anos, saiu vitorioso da eleição suplementar realizada em 1º de setembro para um mandato tampão — até 31 de dezembro de 2020. A disputa fora de época foi convocada após a cassação da prefeita Regina Mustafa (PV). O apelido " Bolsonaro Caipira " foi dado por amigos e acatado pelo político,

Apesar da vitória, Sodario não assumiu porque seu vice, Ademiro Olegário dos Santos, teve o registro de candidatura indeferido dias antes da eleição. Nesta terça-feira, os desembargadores do TRE entenderam que o indeferimento foi equivocado e reconheceu a legalidade da chapa.

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A data de diplomação de Sodário e o vice ainda será marcada pela Justiça Eleitoral.

"Foi uma vitória. Em poucos dias acredito que ele poderá tomar posse", afirmou o advogado Diogo Fernandes.

Sodario também é advogado e aliado do presidente Jair Bolsonaro. Pouco antes da sua eleição, ele ganhou visibilidade nas redes sociais ao defender o presidente no caso envolvendo o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz.

O então pré-candidato a prefeito escreveu no Twitter: “O pai do atual presidente da OAB era um terrorista travestido de comunista, morreu assassinado pelos próprios colegas. Felipe Santa Cruz é uma vergonha para nós, advogados".

Na época, Bolsonaro havia dito ao dirigente que se ele quisesse saber o que tinha acontecido a seu pai, preso na ditadura, ele poderia contar. O presidente insinuou que o pai de Santa Cruz havia sido morto por colegas comunistas e não por agentes da ditadura.

Em 2018, o " Bolsonaro Caipira " se candidatou a deputado estadual, mas não se elegeu.