Rodrigo Maia
Aloisio Mauricio/Agência O Globo
Rodrigo Maia foi entrevistado no Festival Piauí de Jornalismo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado (5/10) que está se aproximando do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), mas “ainda de longe”. A declaração ocorreu em resposta a um questionamento sobre uma possível aliança em torno da candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes para a eleição municipal de 2020. Em tom descontraído, Maia falou para o público do Festival Piauí de Jornalismo , na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.

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"Fui oposição ao Witzel na campanha para o governo. Mas, já como governador, ele fez uma reunião com a bancada do Rio que foi muito importante para a minha reeleição a presidente da Câmara. Então tenho essa gratidão por esse gesto dele, sem receber nada em troca, apenas pela importância de o presidente da Câmara continuar sendo do Rio", afirmou.

A aliança ainda é vista com ressalvas por Witzel , mas Maia reforçou a importância de manter uma boa articulação com o governador fluminense, por também ser do Rio de Janeiro . "Como posso ser presidente da Câmara, e do Rio, e estar distante de uma articulação política com o governador e o prefeito? O Estado do Rio está de pé por causa de uma articulação que fizemos para aprovar a lei de recuperação fiscal".

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Governo Bolsonaro

Maia também comentou o fenômeno da "nova política", uma das marcas da última eleição no país. "Eu aprovo a nova política, só quero conhecer o sistema, o modelo, para poder aderir. Porque até agora... A antipolítica é um problema mundial. Fizeram o Brexit e está uma confusão na Grã Bretanha. O Trump ganhou e não se constituiu uma política republicana para gerar estabilidade. A Espanha tem muitas manifestações e não conseguiu formar governo até hoje. Todos esses movimentos muito radicais têm competência para tirar algo do lugar, mas têm dificuldade de colocar algo no lugar depois", analisou.

Nesse contexto, o presidente da Câmara dos Deputados fez críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que segundo ele começou o mandato de forma radical e só recentemente compreendeu como é governar em um país democrático.

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"Acho que, de alguma forma, no início governo do presidente Bolsonaro ocorreu a mesma coisa. O que se coloca no lugar quando você vê que o discurso dos que estão no entorno é o de destruiras instituições democráticas brasileiras? A estratégia é destruir as estruturas montadas e remontar por partes. Mas, depois que a pessoa ganha, vê que vive numa democracia. E com é que sai disso de forma democrática? Esse é problema de todos os que venceram a eleição nessa onda de mudanças, onde as mudanças precisam ser construídas numa relação democrática", comentou Maia .

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