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Novo chefe da PGR, Aras foi aprovado pelo Senado por 68 votos favoráveis e 10 contra, tomando posse em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta

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Edu Andrade/Fatopress/Agência O Globo
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O novo procurador-geral da República Augusto Aras tomou posse do cargo nesta quinta-feira (26), em uma rápida cerimônia no Palácio do Planalto, afirmou que o Ministério Público deve "induzir políticas públicas" e disse que começará a montagem de sua equipe.

A indicação de Aras foi aprovada ontem pelo Senado, por 68 votos favoráveis e 10 contrários, e ele foi nomeado por meio de uma edição extra do Diário Oficial ainda na noite de quarta-feira. Nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro deu posse formalmente ao novo PGR e Aras já pode começar a exercer suas funções.

Aras afirma que já irá hoje para a Procuradoria -Geral da República dar início aos trabalhos de sua gestão. O novo PGR não participará do julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal sobre a ordem das alegações finais dos delatores e dos réus da Lava-Jato, que pode anular parte dos processos da operação. Aras delegou para a função o seu antecessor interino no cargo, Alcides Martins, que participou do início do julgamento ontem e prosseguirá no caso hoje.

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“A partir de hoje começo a reorganizar os trabalhos administrativos. Estarei reunido até o final da tarde, quiçá à noite, com os colegas para pensar a estrutura desta PGR, porque nós queremos um Ministério Público Federal moderno”, afirmou à imprensa após a cerimônia.

Dentre os nomes cotados para sua gestão estão do subprocurador Bonifácio de Andrade, que pode ser o vice-procurador-geral, e o atual vice-procurador-geral-eleitoral Humberto Jacques, que deve permanecer no cargo.

Também estão cotados o procurador Ailton Benedito, que havia sido convidado por Bolsonaro para a Comissão de Mortos e Desaparecidos do governo, e o procurador Guilherme Schelb. O único nome já anunciado é do secretário-geral Eitel Santiago, subprocurador aposentado que já escreveu um artigo definindo o golpe militar de 1964 como "revolução".

Em seu discurso, Aras não falou sobre Operação Lava-Jato e afirmou que a tônica de sua gestão será o "diálogo".

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“Saibam que a nota forte desta nova gestão há de ser o diálogo, e por esse diálogo eu entendo que poderemos contribuir para solucionar os grandes problemas do Brasil . Contem comigo porque a vontade é de servir à pátria”, discursou Aras.

O novo PGR afirmou que buscará pautar sua conduta na Constituição e que o papel do Ministério Público deve ser o de "induzir políticas públicas econômicas, políticas públicas sociais, em defesa das minorias, e acima de tudo, que tudo se faça com respeito à dignidade da pessoa humana".