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O ministro do STF comentou ação que resultou na morte de uma menina de oito anos: “segurança pública deve se pautar pelo respeito à vida humana”

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Donaldo Hadlich/Código19/Agência O Globo
Gilmar Mendes

Gilmar Mendes foi mais uma figura pública a falar sobre a ação policial que resultou na morte de uma menina de oito anos no Rio de Janeiro. Neste domingo (22) o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ele usou o Twitter para dizer que a situação é “alarmante”.

“Os casos de mortes resultantes de ações policiais nas favelas são alarmantes. Ágatha é a quinta criança morta em tiroteios no RJ neste ano. Ao total, 16 foram baleadas no período”, escreveu Gilmar Mendes .

Ele ainda apontou que “uma política de segurança pública eficiente deve se pautar pelo respeito à dignidade e à vida humana”. Na noite de sábado (21) Fernando Haddad (PT) já havia falado sobre a ação, e chegou a  pedir o impeachment do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel .

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A OABRJ também se pronunciou sobre o caso: “A morte de Ágatha vem se somar à estatística de 1.249 pessoas mortas pela polícia nos oito primeiros meses do ano. Um recorde macabro que este governo do Estado aparenta ostentar com orgulho. A OABRJ lamenta profundamente que a média de cinco mortos por dia pela polícia seja encarada com normalidade pelo Executivo estadual e por parte da população”.

“A normalização da barbárie é sintoma de uma sociedade doente”, também dizia o comunicado. A defensoria pública do Rio também destacou a ineficácia da ação policial: “A opção pelo confronto tem se mostrado ineficaz: a despeito do número recorde de 1.249 mortos em ações envolvendo agentes do estado apenas este ano, a sensação de insegurança permanece. No caso das favelas, ela se agrava”.

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Wilson Witzel utilizou sua rede social na manhã deste domingo, mas optou por não responder as críticas de Gilmar Mendes ou Haddad. Ele apenas parabenizou a cidade de São Gonçalo pelos seus 129 anos.