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Filha adotiva contou ter presenciado Raiane escondendo telefones em um quarto no dia em que policiais apreenderam celulares na casa; entenda

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Reprodução
Familiares de Flordelis, Lorraine, Simone e Raiane

Em depoimento à Polícia Civil, Érika dos Santos, uma das filhas adotivas da deputada federal Flordelis dos Santos, afirmou que Raiane Silva, sua sobrinha, lhe enviou uma mensagem em maio deste ano perguntando se ela tinha "o contato de algum bandido". Raiane, de 26 anos, neta da parlamentar, teve seu celular  apreendido na manhã desta terça-feira (17), no apartamento funcional de Flordelis em Brasília, por agentes da Polícia Civil do Rio.

Os policiais também estiveram na casa da familia, em Pendotiba, Niterói, no gabinete de Flordelis no Centro do Rio, e em um imóvel na Freguesia, em Jacarepaguá. A operação faz parte das investigações da morte do pastor Anderson do Carmo, marido da parlamentar. Também foram apreendidos os celulares de Flordelis e de Lorraine dos Santos, de 23 anos, neta da parlamentar e irmã de Raiane. De acordo com informações apuradas pelo EXTRA, Raiane morava com o marido no apartamento funcional de Flordelis em Brasília.

Ainda no depoimento, prestado por Érika no dia 12 de agosto, a filha de Flordelis afirmou ter sido procurada por Raiane no Dia das Mães. Segundo o relato, a jovem perguntou se ela passaria na casa da família para dar um beijo em Flordelis, já que Érika já não mora mais no local. Raiane também perguntou se a jovem sabia que Lucas Cézar dos Santos, filho adotivo de Flordelis e Anderson, não estava mais morando na casa.

Lucas é acusado de envolvimento na morte de Anderson . Um filho biológico de Flordelis, Flávio dos Santos Rodrigues, também é acusado do crime. Ele confessou à polícia que deu seis tiros em Anderson, que era seu padrasto. Já Lucas é acusado de ter ajudado o irmão a comprar a arma.

Questionada pelos policiais sobre o porquê de Raiane ter perguntado se ela tinha o contato de um bandido, Érika afirmou acreditar ter sido pelo fato da sobrinha saber que ela possui parentes biológicos envolvidos com o tráfico de drogas.

Celulares escondidos

Érika também contou aos policiais ter presenciado, no dia em que agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo cumpriam mandado de busca e apreensão na casa da família, em Pendotiba, no dia 18 de junho, Raiane e sua mãe, Simone dos Santos, de 39 anos, escondendo telefones celulares em um quarto.

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Os policiais estiveram na casa dois dias após o crime e o objetivo era apreender os celulares do próprio pastor Anderson e de Flávio. Ambos nunca foram encontrados. Na ocasião, mais de 20 celulares de pessoas que vivem na casa foram apreendidos.

Lorraine é investigada pela DH por suspeita de ter jogado um celular no mar também durante a busca e apreensão realizada pela polícia na casa da família, em Pendotiba. A polícia recebeu informações de que a jovem foi levada por um mototaxista até a Praia de Piratininga, também em Niterói, onde arremessou o aparelho no mar.

Um mototaxista foi ouvido pela polícia e confirmou que levou Lorraine em Piratininga no dia 18 de junho. Ele afirmou, no entanto, não ter visto o que a jovem foi fazer no local. O rapaz disse que ela não demorou na praia, e que provavelmente só deu tempo dela ir até a água e retornar. Depois do episódio, ele levou a neta de Flordelis novamente para o bairro onde a família mora.

Já Lorraine, em seu depoimento, negou ter jogado o celular no mar. Ela disse que foi à Praia de Piratininga relaxar e aproveitou para jogar um tênis seu, de cor vermelha, na água. Lorraine também foi acusada por Daniel dos Santos de Souza, também filho de Flordelis e Anderson, de ser uma das pessoas que colocaram remédios na comida do pastor. A polícia investiga se estavam tentando envenená-lo.

Lorraine é filha biológica de Simone dos Santos. Já Raiane, sua filha adotiva. Segundo relatos de Flordelis, Raiane foi encontrada por ela no início dos anos 90, na Central do Brasil, e levada para sua casa na favela do Jacarezinho. Simone, que já era adolescente na época, foi quem ficou responsável por cuidar da menina, que em seguida foi adotada por ela.