Tamanho do texto

Equipes miraram quatro endereços: o apartamento funcional da deputada em Brasília, dois escritórios no Rio de Janeiro e a casa da família, em Niterói

Polícia arrow-options
Agência O Globo
Apartamento da deputada foi um dos locais visitados pela polícia nesta terça-feira

Agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) apreenderam o celular da  deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) durante uma operação realizada nesta terça-feira (17). Os telefones de duas netas da parlamentar e computadores também foram recolhidos pelos policiais.

Leia também: Milagre? Cadeirante é flagrada andando antes de pegar ônibus no Rio; assista

As equipes miraram quatro endereços de Flordelis : o apartamento funcional, na Asa Norte, em Brasília, dois escritórios no Rio e a casa da família, em Niterói, na Região Metropolitana. A ação foi coordenada pela delegada Bárbara Lomba.

O celular da parlamentar foi apreendido em Niterói. Flordelis estava com telefone e número novos desde o crime. Ela alegou ter perdido o dela e comprou outro. Em coletiva de imprensa, dias após o crime, a deputada disse não saber do paradeiro de seu aparelho.

Os celulares de Raiane e de Lorraine — netas de Flordelis — também estão com os policiais. O de Raiane foi apreendido em Brasília e de Lorraine, em Niterói.

No início das investigações, a DH pediu a busca e apreensão do celular de Flordelis. Entretanto, a polícia desistiu da solicitação após consultar o Supremo Tribunal Federal (STF) para saber se as investigações deveriam ou não ser mantidas com a Polícia Civil do Rio (devido ao fato de Flordelis ser deputada federal).

A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF , manteve as investigações com a instituição e foi anunciada em agosto. Porém, o pedido de busca e apreensão do celular não voltou a ser feito até a operação desta terça-feira.

Leia também: Menino que gravou adeus para mãe antes de morrer já tinha sido vítima do pai

Agentes da DHNSGI deixaram a casa de Flordelis — onde o pastor Anderson do Carmo foi assassinado — em Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói, pouco antes das 9h. Os policiais carregavam envelopes. São alvos de buscas também em um escritório na Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio; e o gabinete funcional da parlamentar, na Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio.