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Ministro da Justiça defende projeto piloto em cinco municípios brasileiros; Batizada de 'Em Frente, Brasil', ideia foi lançada há uma semana pelo governo

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Isaac Amorim/MJSP
Ministro falou sobre projeto em palestra nesta quinta-feira

Em palestra para investidores e executivos na manhã desta quinta-feira (5), o ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro defendeu o projeto piloto de ações em cinco municípios brasileiros para enfrentar crimes violentos. Batizada de "Em Frente, Brasil", a ideia foi lançada há uma semana pelo governo federal. Segundo o ministro, trata-se de um "balão de experiência" para que a pasta desenvolva iniciativas mais amplas nos próximos anos.

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Pretendemos aí fazer um balão de experiência para voos mais ousados no futuro", declarou Moro, em evento realizado pelo Council of the Americas (Conselho das Américas), uma organização empresarial dos Estados Unidos, sobre a agenda do Brasil para crescimento econômico e desenvolvimento.

O ministro disse à plateia que foram selecionadas cinco cidades, uma em cada região do país, com indicadores elevados de violência . Não se tratam, necessariamente, dos piores números. Inicialmente, foram incluídos: Ananindeua (PA), Paulista (PE), Goiânia (GO), Cariacica (ES) e São José dos Pinhais (PR). O programa prevê investimento de R$ 4 milhões por município , com orçamento do próprio ministério.

"Ouvi algumas críticas dizendo que o programa era tímido, mas veja, primeiro é um projeto piloto, e não podemos cometer erros do passado", comentou o ministro , citando o exempo das Unidades de Polícia Pacificadora ( UPPs ) no Rio, que não tinham os recursos humanos necessários para abrigar todas as áreas incluidas no projeto do governo estadual.

Segundo Moro, a partir do aprendizado que virá do projeto, o governo poderá aliviar causas que possam aumentar índices de criminalidade . Sobre esses dados, ele destacou a queda de 22% nas mortes violentas no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. E apontou que cerca de 6 mil pessoas que não perderam a vida, classificando a redução como "muito significativa".

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O ministro concluiu sua fala pedindo que os participantes da conferência "apostem no Brasil e no governo do presidente Jair Bolsonaro ". Em seguida, deixou o local sem falar com a imprensa.

Segundo a organização do evento, o gabinete de Moro pediu que a porta da sala onde estavam os jornalistas fosse fechada durante sua saída. Já a assessoria do ministério informou que a equipe de segurança do ministro disse aos organizadores da conferência que ele não daria entrevista, "mas não houve pedido para que as portas fossem fechadas".