Mourão e Bolsonaro
Renato Costa / FramePhoto / Agência O Globo - 22.8.19
Mourão assumirá Presidência devido a nova cirurgia de Bolsonaro

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) assumirá o comando do Executivo no próximo domingo, dia 8, quando o presidente Jair Bolsonaro (PSL) passará por uma cirurgia de hérnia
em São Paulo. Mourão permanecerá na função até terça-feira, dia 10. No dia seguinte, Bolsonaro retornará ao cargo e despachará do hospital. A informação foi confirmada pelo
porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. A previsão é que a recuperação leve até dez dias.

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Esta é a quarta cirurgia de Bolsonaro em decorrência do ataque a faca sofrido em Juiz de Fora (MG), que completa um ano nesta sexta, dia 6, e a segunda com ele já na Presidência. Em janeiro, Bolsonaro se submeteu a um procedimento para a retirada da bolsa de colostomia . Na ocasião, ele se afastou do cargo apenas por dois dias, embora tenha ficado 17 dias internado no Hospital Israelita Albert Einstein .

Assim como ocorreu na cirurgia anterior, Bolsonaro deverá montar um "gabinete" no hospital. Desta vez, ele será atendido no Vila Nova Star, hospital de luxo da Rede D'Or recém-
inaugurado em São Paulo, onde passaram a atuar seus médicos, o cirurgião Antonio Luiz de Macedo e o cardiologista Leandro Echenique.

No domingo, Bolsonaro embarcará com a primeira-dama Michelle Bolsonaro para a cirurgia. Os filhos Eduardo, deputado federal, e Carlos, vereador do Rio, também deverão estar com
o pai no hospital, além de auxiliares do gabinete do presidente.

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De acordo com o médico Leandro Echenique, a nova cirurgia de hérnia à qual Bolsonaro será submetido é mais simples que as anteriores e comum entre pessoas se submeteram às
intervenções no abdômen. O presidente não tem sentido dor, mas um incômodo na região. A hérnia no abdômen chega a ficar visível sob a roupa, de acordo com o médico.

A expectativa é que Bolsonaro esteja recuperado e embarque no dia 22 de setembro para a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Bolsonaro prometeu
comparecer ao encontro da ONU "nem que seja de cadeira de rodas."

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