Neste sábado (31), durante conversa com jornalistas no Quartel-General do Exército, em Brasília, o presidente da república Jair Bolsonaro (PSL) declarou que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), está "morto" para a disputa das eleições presidenciais de 2022, em sua avaliação pessoal.
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Além disso, segundo a Folha , na opinião de Bolsonaro , o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), André Mendonça, é mais “supremável” que o ministro Sergio Moro (Justiça).
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A declarações vem à tona em tempo de desgaste na relação entre o presidente e Sergio Moro. O imbróglio começou devido aos recentes episódios envolvendo a tentativa do correligionário de interferir na Polícia Federal, subordinada ao Ministro da Justiça, e no COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão que tinha um aliado do ministro no comando.
Durante o encontro, o atual governante do País também falou sobre a indicação de Moro a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo ele, isso vai depender do “dia a dia” e de como o Senado avaliaria o ministro em uma sabatina.
“Não me comprometi com o Moro no STF. Durante a campanha, o que eu prometi foi alguém do perfil do Moro”, disse. O presidente disse então que o ministro da AGU é “terrivelmente supremável". Não é a primeira vez que ele elogia Mendonça.
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Em julho, Bolsonaro já havia tecido adjetivos para o ministro da AGU, dizendo que ele era “terrivelmente evangélico”. Neste sábado (31), o presidente também falou sobre as eleições de 2022. Para ele, João Doria está morto como candidato, ou seja, dando a entender que o tucano não tem chances na disputa. “Não dá para forçar ser quem você não é.”