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Jair Bolsonaro, Gilmar Mendes, Manuela D'Ávila e outras figuras importantes do cenário político já foram personagens em financiamentos coletivos

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Reprodução
Além de Lula! Relembre vezes que políticos fizeram ou foram alvo de "vaquinhas"

Na última terça-feira (20), a página do Facebook "Alessandra Strutzel" que seria administrada por uma suposta blogueira homônima e fez postagens debochando da morte do neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Arthur, de apenas 7 anos, anunciou que estava coletando dinheiro através de uma "vaquinha virtual" para pagar o processo que o petista move contra a página.

Leia também: Lula processa blogueira que comemorou a morte do neto do petista

Ainda não se sabe, no entanto, se a página que publicou a vaquinha realmente pertence à mesma pessoa que fez as postagens sobre a morte do neto do ex-presidente. Mais do que isso, a própria defesa de Lula admitiu que o alvo do processo ainda é desconhecido e que está tentando fazer com que o Facebook divulgue a identidade do dono.

No entanto, a confusão envolvendo o petista e a suposta blogueira não é a primeira envolvendo políticos famosos e financiamentos coletivos . Relembre agora algumas das vaquinhas mais conhecidas.

Mulher que jogou ovo em Bolsonaro

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Mulher que jogou ovo em Bolsonaro durante a campanha arrecadou o triplo do que precisava

A estudante Alana Gabriele de Oliveira, que atirou um ovo contra o então candidato à presidência Jair Bolsonaro durante um comício na cidade de Ribeirão Preto (SP) em agosto de 2017 recebeu uma multa no valor de R$ 499 e recorreu as redes sociais para pagar o valor.

Em apenas 3 dias, a jovem arrecadou R$ 1.985 e fechou a campanha. Na época, ela disse que o restante do dinheiro iria para uma instituição de caridade. No dia da ovada, Alana chegou a ser detida e denunciada por injúria, mas acabou não sendo condenada.

José de Abreu x Bolsonaro e Albert Einstein

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O ator José de Abreu foi condenado após compartilhar notícias falsas sobre a facada em Bolsonaro

Crítico ferrenho do presidente Jair Bolsonaro, o ator José de Abreu acabou sendo processado ao acusar o político e o Hospital Albert Einsten de uma "farsa" no episódio em que o então candidato sofreu uma facada durante um comício em juiz de fora. “Teremos um governo repressor, cuja eleição foi decidida numa facada elaborada pelo Mossad, com apoio do Hospital Albert Einstein", escreveu nas redes sociais.

O hospital entrou na Justiça contra o ator, que se viu obrigado a pagar R$ 20 mil para a instituição. Em sua vaquinha, que tinha o nome de "Ninguém solta a mão do Zé de Abreu", o global arrecadou R$ 29.035,50. De acordo com José de Abreu, o dinheiro excedente foi para o Retiro dos Artistas

"Despesas e impostos" de Olavo de Carvalho

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Reprodução/Youtube
Olavo de Carvalho recorreu à internet para pagar "despesas"

Considerado o "guru intelectual" do governo Bolsonaro, o filósofo Olavo de Carvalho recorreu às redes em março deste ano para pedir dinheiro aos seguidores. No entanto, ao invés de montar uma campanha virtual, ele forneceu dados bancários para depósito direto.

"Acossados por uma rede internacional de caluniadores e difamadores, recebemos ainda uma cobrança monstruosa de despesas médicas e impostos, e vamos precisar DESESPERADAMENTE da ajuda dos nossos amigos. Aqui estão os canais bancários pelos quais vocês podem contribuir. Nada poderemos oferecer em retribuição exceto exemplares autografados dos meus livros e a nossa profunda gratidão. Deus abençoe a todos.", dizia a mensagem assinada pela família de Olavo. 

Apesar de não ser possível saber quanto o filósofo arrecadou, a campanha foi compartilhada por figuras importantes como Flávio e Carlos Bolsonaro e o empresário Luciano Hang.

Carla Zambelli x Jean Wyllys

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Reprodução/Facebook
Carla Zambelli contou com ajuda de seguidores para pagar indenização a Jean Wyllys

Em janeiro deste ano, a então recém eleita deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) promoveu uma vaquinha virtual para conseguir o valor de R$ 40 mil que foi condenada a pagar de indenização a Jean Wyllys após vincular o deputado a pedofilia com uma postagem que relacionava o político a uma declaração jamais dita por ele.

Apesar de não atingir a meta, a parlamentar, que é fundadora do grupo Nas Ruas, conseguiu arrecadar R$ 35.117,80 durante a campanha.

Influenciadores x Russomano

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Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo - 22.8.16
Celso Russomanno (PRB) venceu processo contra página de Facebook

Em um caso atípico, os proprietários da plataforma de comédia "Legado da Copa" se viram perdendo um processo na Justiça para o então candidato à prefeitura de São Paulo, Celso Russumano. Em uma postagem irônica, a página publicou uma conversa falsa com Russumano, onde o político "prometia" desistir do pleito caso um determinado número de curtidas fosse atingido.

Leia também: Derrotada nas eleições, Manuela D’Ávila faz 'vaquinha' para seu canal de YouTube

A Justiça, no entanto, deu ganho de causa ao político e condenou os donos da página a pagarem R$ 7.650. Com ajuda do financiamento coletivo, o "Legado da Copa" arrecadou R$ 8.174,00. O restante do dinheiro foi doado ao Teleton, de acordo com donos da campanha.

Canal de Manuela D'Ávila no YouTube

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Marcelo Camargo/ABr
Manuela D'Ávila faz financiamento coletivo para manter canal no YouTube

Em uma campanha diferente das demais, a ex-deputada Manuela D'Ávila , que era candidata a vice-presidente da chapa de Fernando Haddad, que acabou derrotada no segundo turno, optou por "criar um instituto que visa combater as fake News e lutar contra redes de ódio". A iniciativa era, principalmente, um canal no YouTube com conteúdo produzido por Manuela, que também é jornalista.

Diferentemente das demais campanhas, o financiamente proposto por Manuela não inclui uma doação única, mas um valor mensal. Até o fechamento dessa reportagem, a ex-deputada estava arrecadando R$ 2.493 com sua vaquinha .

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