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Favorito a ser escolhido como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro precisará passar pela aprovação do Senado; terça-feira foi marcada pela escolha para Embaixadas no Catar, Romênia e Grécia

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Jefferson Rudy/Agência Senado
Senadores aprovaram a indicação de embaixadores para a Romênia, Catar e Grécia


Ainda à espera da publicação do Diário Oficial da União da indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador nos Estados Unidos, o Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (13) as indicações de três embaixadores. Luiz Alberto Figueiredo Machado assumirá a embaixada do Brasil no Catar. Roberto Abdalla teve sua indicação aprovada para assumir a representação do Brasil na Grécia, enquanto Maria Laura da Rocha assumirá a embaixada brasileira na Romênia. As aprovações serão comunicadas à Presidência da República.

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A escolha de Eduardo Bolsonaro virou polêmica por se tratar do filho do presidente. Para tanto, Bolsonaro precisa que o Senado aprove, primeiro na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, a escolha. Depois, o nome é levado ao Plenário. O rito é seguido para todos os embaixadores indicados pela Presidência da República.

O diplomata Luiz Alberto Figueiredo Machado — cuja indicação foi aprovada por 61 votos favoráveis e dois votos contrários — é carioca, tem 64 anos e foi ministro das Relações Exteriores entre 2013 e 2014, durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. Depois disso, atuou como embaixador do Brasil em Washington e Lisboa. Formado em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ingressou no Instituto Rio Branco em 1979 e tornou-se ministro de primeira classe em 2009. O relator da indicação foi o senador Esperidião Amin (PP-SC).

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O diplomata foi indicado para a embaixada brasileira em Doha, capital do Catar, uma monarquia absolutista localizada na costa nordeste da Península Arábica. O país tem 2,8 milhões de habitantes, dos quais 88% são estrangeiros — 1,2 mil deles, brasileiros. O Catar detém a maior renda per capita do mundo e uma economia dependente do comércio de petróleo e gás, que responde por 65% da renda nacional.

Grécia

Aprovado por 49 votos favoráveis, 2 contrários e 3 abstenções, o diplomata Roberto Abdalla nasceu em Recife e tem 60 anos. Formado em ciências econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco, ingressou no Instituto Rio Branco em 1983 e tornou-se ministro de primeira classe em 2014. Atuou como embaixador no Kuwait e no Catar.

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Cerca de 4 mil brasileiros vivem na Grécia, que recebe aproximadamente 60 mil turistas brasileiros por ano. Em 2018, o Brasil teve o primeiro deficit comercial com o país, de US$ 500 mil. Do lado das exportações brasileiras, houve uma expansão nas vendas de tabaco, que saltaram de US$ 15,4 milhões em 2017 para US$ 26,4 milhões em 2018.

A indicação de Abdalla foi relatada pelo senador Zequinha Marinho (PSC-PA).

Romênia

Entre os cargos desempenhados no exterior por Maria Laura da Rocha — que teve a indicação aprovada por 51 votos favoráveis e 2 contrários —, destacam-se as embaixadas do Brasil em Roma (1981-1985 e 1992-1995), Moscou (1985-1989) e Paris (2003-2008). A diplomata foi delegada permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de 2010 a 2014, e representante permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), de 2014 a 2017. No momento, é embaixadora do Brasil em Budapeste, tendo assumido tal função em 2017. A indicação foi relatada pela senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP).

Em sabatina na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), no dia 8, Maria Laura apresentou um panorama das relações entre Romênia e Brasil. Ela informou que aquele país tem 20 milhões de habitantes, sendo o 7º mais populoso da União Europeia, da qual é membro desde 2007. Segundo a diplomata, a economia romena vem demonstrando bons índices de crescimento, ultrapassando 21% nos últimos quatro anos.

Os três novos embaixadores brasileiros serão enviados para os determinados países após a permissão do presidente Jair Bolsonaro e do chanceler Ernesto Araújo.