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Em meio a escândalos que envolvem Dallagnol, Raquel Dodge se antecipou a uma provável decisão do Conselho Superior do Ministério Público

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Antonio Augusto / Secom / PGR - 9.8.19
Procuradora-geral da República, Raquel Dodge prorrogou atuação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se antecipou a uma provável decisão do Conselho Superior do Ministério Público e assinou neste domingo (11) portaria prorrogando
por mais um ano a atuação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. A partir de agora, o Conselho Superior fará uma análise do caso. A tendência dos conselheiros, em situações
desse tipo, é chancelar a proposta do procurador-geral.

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Nos últimos dias, surgiram rumores de que Dodge não renovaria o prazo de atuação da força-tarefa. Trechos de conversas divulgados pelo jornal El País , na semana passada,
mostraram que procuradores da força-tarefa, entre eles Deltan Dallagnol, faziam pesadas críticas à procuradora geral . "Caros. O barraco tem nome e sobrenome. Raquel Dodge”,
escreveu Januário Paludo, num dos grupos de conversa mantidos pelos procuradores no Telegram.

"A mensagem que a demora passa é que não tá nem aí pra evolução as investigações de corrupção. Da saudades do Janot", diz Dallagnol em outro trecho das conversas obtidas pelo
site The Intercept Brasil e divulgadas pelo El País . A revelação desta e outras conversas de Dallagnol sobre Dodge, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo
contra investigados, deixaram a Lava Jato exposta a duras críticas e abriram o flanco para contestações de processos e até condenações.

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As conversas também aumentaram o número de investigações contra Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público Federal (CNMP). Até semana passada, o nome do procurador
aparecia em pelo menos oito investigações por supostos abusos. Na nota em que informa a prorrogação do prazo de atuação da força-tarefa, Dodge informa que tem sido crescentes os
valores repassados anualmente aos investigadores de Curitiba. "Em 2019, por exemplo, já foram gastos R$ 808 mil com essa despesa", afirma a Procuradoria-Geral.