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Entre doleiros e empresários, Rei Arthur e ex-presidente da Fetranspor têm paradeiros conhecidos, e negociam delação premiada com a Lava Jato

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Reprodução
Dario Messer, o 'doleiro dos doleiros', no momento em que foi detido em um apartamento nos Jardins, em São Paulo, no âmbito da Lava Jato

Com a prisão do 'doleiro dos doleiros', Dario Messer , nesta quarta-feira (31), em São Paulo, a Lava Jato do Rio está próxima de fechar o cerco a uma extensa lista de foragidos, mas ainda tem como desafio prender um pequeno grupo de empresários e doleiros acusados de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crime contra o sistema financeiro.

Dos 17 investigados que desapareceram de cena, passando à condição de foragidos, em levantamento feito em julho do ano passado pelo jornal O Globo , a força-tarefa da
Lava Jato tenta prender ainda seis alvos, entre eles Arthur Soares, o Rei Arthur, e José Carlos Lavouras, ex-presidente da Fetranspor.

Da nova relação, só há certeza sobre o paradeiro de três deles: Rei Arthur , empresário que o governo americano reconheceu estar em seu território e negocia sua delação premiada; Lavouras e Felipe Paiva, dono do Esch Café, ambos refugiados em Portugal por terem cidadania lusitana.

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Paiva e Lavouras, inclusive, são pivôs de uma crise entre as autoridades brasileiras e portuguesas porque, até o momento, o país europeu não tomou providências contra
eles com base nas provas remetidas pela força-tarefa.

Paiva chegou a ser preso pela Interpol no último dia 12 abril, mas solto no dia seguinte por ser cidadão português. O mesmo já havia acontecido com Lavouras, que também negocia delação premiada com a Lava Jato .