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Juíza concedeu medida em investigação sobre Cemig, apesar de acreditar que "não há menção expressa" ao petista no esquema

Fernando Pimentel arrow-options
Manoel Marques/Imprensa MG - 25.8.16
Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico contra Pimentel, ex-governador de Minas Gerais

A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilo telefônico do ex-governador de Minas Gerais e ex-ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel (PT). No despacho que autorizou a medida, a juíza Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Federal Criminal, escreveu que "não há menção expressa" de que Pimentel tenha pedido dinheiro no esquema que está sendo investigado pela operação "E o Vento Levou 2", que apura supostos desvios de até R$ 40 milhões na Cemig, empresa estadual mineira do setor elétrico.

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Baseada numa delação premiada, a investigação contra Pimentel apura um contrato de fornecimento de energia firmado pela Cemig com a empresa Casa dos Ventos, de energia eólica. Segundo a Polícia Federal (PF), parte dos R$ 810 milhões aportados pela estatal na empresa Renova Energia foi desviada.

Do total do contrato, R$ 40 milhões teriam sido desviados por meio de contratos fraudulentos, segundo a PF, com o objetivo de lavar o dinheiro. Como parte da investigação, a Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (25) oito mandados de busca e apreensão em residências, empresas e escritórios em São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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O Ministério Púbilco Federal (MPF) havia pedido buscas em endereços ligados a Pimentel , mas a juíza não autorizou por causa da falta de "menção expressa" ao petista. Ela concordou com a quebra de sigilo telefônico, porém, por se tratar de uma medida "menos invasiva" e que pode ser útil para confirmar ou não o envolvimento do governador no susposto esquema de corrupção.